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Revista Colorada

Técnico do Inter admite que é responsável por resultado ruim

Técnico terá de reorganizar o time com quatro jogadores suspensos para enfrentar o Botafogo na próxima rodada.

Rodrigo Simões

Eduardo baptista admitiu inter precisavaCréditos: Internacional/Reprodução

O técnico Eduardo Baptista assumiu parte da responsabilidade pela derrota por 2 a 0 para o Mirassol e rejeitou separar sua gestão dos erros cometidos em campo. Em entrevista coletiva, o comandante colorado disse que não aceitaria deixar os problemas apresentados pelo time apenas na conta dos jogadores.

A declaração veio depois de duas falhas individuais pesarem no resultado. Com a derrota, o Inter precisa reagir na Série A contra o Botafogo, em uma partida que ficará mais difícil de montar por causa dos desfalques.

Dois lances que pesaram no placar

Aos 14 minutos do primeiro tempo, Matheus Cunha saiu da área e atingiu Bruno Santos, recebendo o cartão vermelho direto. O Inter precisou segurar o restante da partida com um jogador a menos em campo.

No intervalo, Félix Torres entrou em campo e logo se envolveu no lance do segundo gol do Mirassol, marcado por André Luís. Questionado sobre a responsabilidade de cobrar jogadores que já estavam no elenco antes de sua chegada, o treinador não aceitou se eximir.

Ao ser confrontado com a ideia de que os erros pertenceriam apenas aos jogadores, Eduardo foi direto ao afirmar seu papel dentro do grupo.

“É o nosso grupo. Esse é o grupo que vai manter a gente na Série A. Se a gente vai oportunizar os meninos ou não, é esse o nosso grupo. E o meu papel aqui é trabalhar, dar confiança. Então, eu já sou responsável por tudo que está aqui. Não concordo, se me permitir discordar, que eu não tenho tanta culpa. Eu estou junto, eu sou responsável também”, afirmou.

A resposta confirma um padrão que vem se repetindo desde que assumiu o comando: evitar exposição pública de jogadores, mesmo quando o erro é evidente para quem assiste à partida.

Conversa com o goleiro ainda não aconteceu

Sobre o cartão vermelho que mudou o rumo do jogo, o treinador admitiu que o diálogo com Matheus Cunha simplesmente não ocorreu até aquele momento. Ele preferiu adiar o assunto em vez de tratá-lo no calor da derrota.

Eduardo afirmou: “Do Matheus Cunha eu não tive oportunidade (de conversar). Acho que agora não vai resolver nada qualquer tipo de conversa. É amadurecer o que foi feito. É a gente trabalhar e, durante a semana, poder conversar e tomar as melhores decisões”. Com a expulsão, o goleiro cumprirá suspensão e desfalcará o time diante do Botafogo.

Sem apontar culpados dentro do elenco

Perguntado também sobre Félix Torres e sobre uma possível mudança na escalação titular, Eduardo não quis antecipar punições. Ele defendeu o trabalho coletivo como caminho, mesmo depois de uma atuação com falhas visíveis dos dois atletas.

Eduardo disse que não costuma apontar culpados nem transferir o peso de um erro aos jogadores. Afirmou que cabe a ele trabalhar e orientar o grupo durante a semana, enquanto os atletas tomam as decisões em campo.

Cobranças ficam reservadas aos bastidores

Mesmo sem expor ninguém à imprensa, o treinador garantiu que o episódio não vai passar sem avaliação interna. A semana que antecede o duelo com o Botafogo deve incluir análises sobre o desempenho de todo o elenco.

Eduardo disse que as conversas e cobranças seriam internas, mas defendeu o grupo pela dedicação e pela coragem demonstradas. O ajuste de postura, portanto, será tratado longe das câmeras.

O desafio agora é montar uma escalação quase nova para enfrentar o Botafogo com quatro jogadores suspensos, incluindo Matheus Cunha. Eduardo Baptista terá de reorganizar peças importantes do time justamente diante de um rival direto na briga por posições relevantes na tabela.

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