Filho de Fernandão está com dificuldade em se firmar na Série B pelo Vila Nova
Aos 23 anos, o volante busca ampliar seu espaço e transformar as oportunidades esporádicas em uma sequência que o estabeleça como opção regular.
O Vila Nova tem dado pouco espaço a Enzo Bizzotto Costa na Série B de 2026. Filho do ídolo colorado Fernandão, o volante se formou nas categorias de base do Internacional e agora tenta conquistar mais minutos na competição nacional, em um momento de dificuldade que os números ajudam a explicar.
Ao todo, ele já entrou em campo em seis jogos da Série B, mas nunca como titular, somando um pouco mais de 180 minutos disputados. Nesse período, deu uma assistência e ainda não balançou as redes — um retrospecto distante do que vinha apresentando antes de chegar a Goiânia.
Filho do ídolo máximo, Enzo marcou seu primeiro gol com a camisa do Vila Nova na vitória por 4 a 1 sobre o Jataiense
— Siga → Resistência Colorada (@rc_portal) 9 de fevereiro de 2026
Foi eleito pela transmissão como o melhor jogador da partida
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Participações pontuais sem oportunidade de começar
Quando entra em campo, as aparições são breves. Os minutos em campo foram curtos em todos os jogos: 33 diante do Athletic, 40 contra o Goiás, 45 frente ao Londrina, 31 contra o São Bernardo e 30 no confronto com o Criciúma, além de uma rápida entrada na partida contra o Náutico.
Essa fragmentação impede que ele ganhe ritmo ou conquistar confiança do técnico para uma oportunidade entre os titulares.
O que chama mais atenção é a frequência com que permanece no banco. Em diversas rodadas, permaneceu à disposição sem ser acionado, mesmo em partidas onde a equipe goiana obteve bons resultados. A hierarquia do elenco mantém outras opções à frente dele, deixando o volante fora da escalação com regularidade.
Do Internacional à difícil adaptação em Goiás
Enzo carrega uma herança pesada — é filho de Fernandão, capitão do Internacional que conquistou a Libertadores e o Mundial de Clubes em 2006.
O filho passou pelas categorias de base do Internacional e até treinou com o elenco profissional, mas nunca estreou oficialmente pelo time em que o pai se notabilizou.
Antes de chegar ao Vila Nova em 2025, atuou pela Aparecidense, onde o desempenho foi significativamente melhor. Na equipe de Aparecida de Goiânia, disputou 27 jogos em 2025, sendo 23 como titular, e contribuiu com dois gols e duas assistências — uma sequência bem diferente da que vivencia agora.
A transição para a Série B se mostrou mais competitiva que o esperado.
Aos 23 anos, o volante segue em busca de ampliar seu espaço e transformar as oportunidades esporádicas em uma sequência que o estabeleça como opção regular. O desenvolvimento dependerá de sua capacidade de aproveitar os minutos que recebe e conquistar definitivamente a segurança da comissão técnica para começar partidas.