Matheus Bahia admite que Kauan Jesus estava frustrado pela reserva na meta do Inter
Apesar dos desfalques para o próximo jogo, Bahia demonstrou confiança nas peças disponíveis e afirmou que o Inter voltará a ser forte no Beira-Rio.
Créditos: Internacional/Reprodução O goleiro Matheus Cunha foi expulso aos 14 minutos da derrota por 2 a 0 para o Mirassol, e Matheus Bahia contou como os companheiros reagiram ao episódio. Mesmo incomodado com o placar, o elenco decidiu dar suporte ao goleiro em vez de colocar toda a culpa pelo resultado em cima dele.
O lance que gerou a expulsão aconteceu quando o goleiro avançou para cortar uma jogada de Bruno Santos e acabou acertando o jogador do Mirassol logo após encostar na bola. Com o cartão vermelho, Eduardo Baptista precisou colocar Kauan Jesus em campo ainda na primeira etapa, e o Inter teve de enfrentar quase todo o restante da partida com um jogador a menos.
Abraço do elenco e postura de união
Após o confronto, Bahia disse que o vestiário escolheu abraçar Cunha, e não crucificá-lo.
“Cara, a gente não pode jamais olhar para ele e crucificar. O futebol é isso, são coisas que acontecem no futebol. Lógico que a gente ficou indignado porque a gente não perdeu por perder. A gente criou chances, a gente teve três chances que poderia ter ganhado o jogo. Essa é a verdade. Mas é um baita goleiro, a gente abraça ele da melhor forma. Não tem essa, todo mundo junto até o final do ano”, afirmou Matheus Bahia.
Matheus Bahia sai em defesa do goleiro Matheus Cunha, expulso aos 14 minutos contra o Mirassol: “São coisas que acontecem no futebol. É um baita goleiro, a gente abraça ele da melhor forma.”#futebol #internacional #brasileirão #ge pic.twitter.com/kfn1emfnma
— ge (@geglobo) 17 de outubro de 2026
Conversa com Kauan sobre oportunidades
Antes de entrar inesperadamente em campo, Kauan Jesus já havia conversado com Matheus Bahia semanas antes do jogo contra o Mirassol. O goleiro estava incomodado por não ser escalado, e o lateral o orientou a se manter preparado para uma oportunidade.
“É um moleque que no dia a dia é um absurdo as coisas que ele faz nos treinos, faz defesas absurdas. Ele teve a oportunidade dele. Eu conversei com ele umas semanas atrás, ele estava um pouco chateado por não estar indo para os jogos. Eu falei para ele que, independentemente se estava triste ou não, tinha que treinar no máximo dele todos os dias, porque a oportunidade chega. Então isso que é o mais importante”, revelou Bahia.
Desempenho em inferioridade numérica
Bahia negou que a derrota interrompesse a evolução do time desde a chegada de Eduardo Baptista. Para ele, não era possível avaliar a equipe como em uma partida normal, porque o Inter jogou com um a menos durante todo o jogo.
Bahia disse que a evolução do time era nítida e considerou a expulsão uma fatalidade. Segundo ele, o Inter jogou com um a menos durante todo o jogo, mas criou chances e se entregou em campo.
Na avaliação de Bahia, o resultado teria sido completamente diferente se o Inter tivesse permanecido com 11 jogadores em campo. “Eu tenho certeza absoluta que, se a gente estivesse com todos os jogadores, sairia com um resultado positivo pelo que a gente produziu com um a menos. Acho que hoje foi uma fatalidade”, acrescentou.
Suspensões e confiança nas alternativas
O próximo confronto no Beira-Rio será disputado sem Matheus Cunha, Mercado, Villagra e Vitinho — todos suspensos pela expulsão ou acúmulo de cartões. Além disso, a condição de Anthoni para retornar aos treinamentos será acompanhada durante a semana, e apesar das ausências, Bahia demonstrou confiança nas peças disponíveis.
Bahia reconheceu que o Inter terá desfalques, mas disse confiar nos jogadores disponíveis para o próximo jogo. Segundo ele, apesar da importância dos suspensos, o time tem peças de reposição, fará o seu melhor e voltou a ser forte no Beira-Rio.