Súmula após a partida contra o Fluminense coloca Alessandro Barcellos em situação ruim
Julgamento no STJD está marcado para quinta-feira, e Barcellos pode ser punido após negar as acusações registradas na súmula.
O presidente do Inter, Alessandro Barcellos, entrou em situação delicada depois de o árbitro Lucas Casagrande relatar. Na súmula da derrota por 2 a 1 para o Fluminense nesta quarta-feira, que o dirigente ofendeu a equipe de arbitragem na zona mista do Maracanã.
Pessoas com uniforme da delegação colorada precisaram ser contidas pela equipe de segurança que acompanhava os árbitros, segundo o documento oficial. Barcellos nega ter proferido as palavras descritas no relato, mas o caso já tem data para julgamento.
O que diz a súmula do jogo
Casagrande registrou o seguinte na súmula: “Ao final da partida, na zona mista, enquanto a equipe de arbitragem estava indo em direção ao seu vestiário, pessoas com uniforme da delegação do SC Internacional proferiram várias ofensas de forma agressiva para a equipe de arbitragem, sendo contidas pela equipe de segurança da arbitragem. No entanto, diante deste tumulto, foi possível identificar apenas o presidente do SC Internacional, Sr. Alessandro Barcellos, o qual proferiu aos gritos e de forma agressiva e reiteradas vezes as seguintes palavras: ‘Seu m*, vai tomar no c*, seu ladrão, era para expulsar. Vai tomar no c*’.”
Barcellos, porém, nega ter proferido os xingamentos atribuídos a ele na súmula.
Reclamações da arbitragem no Maracanã
Um pênalti não assinalado em cima de Ronaldo, ainda na etapa inicial, está entre os pontos mais criticados pelo Inter. A não expulsão do lateral-esquerdo Renê na segunda etapa, justamente quando o time gaúcho vencia por 1 a 0, também entrou na lista de queixas do clube.
Em entrevista coletiva logo depois da partida, Barcellos classificou a atuação de Casagrande como um assalto e disse que a situação era muito ruim.
“Fomos assaltados aqui hoje. É uma situação muito ruim porque a gente que faz futebol não quer ficar retomando esses temas constantemente, porque faz parte de uma espécie de pacto de todos que fazem e têm discutido futebol, de tentar elevar o nível dessas questões da arbitragem. Só que é impossível fazer isso com o que a gente vem vindo e vinha observando.”
O dirigente também prometeu levar o caso adiante perante a CBF, sustentando que o resultado da partida foi diretamente afetado pelas decisões da arbitragem. O Inter protocolou reclamação formal cobrando arbitragens compatíveis com a importância dos jogos decisivos do time.
Julgamento marcado no STJD
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva é o órgão responsável por analisar o caso envolvendo Barcellos. A sessão está prevista para quinta-feira (5 de novembro), e o presidente colorado pode ser punido.
Caberá à corte avaliar o peso do relato da arbitragem diante da negativa pública do dirigente. O desfecho pode interferir na forma como o clube conduzirá sua relação com os árbitros nas próximas rodadas do Brasileirão.
Por que a CBF precisa de reclamações formais para revisar decisões
O Inter não pode apenas reclamar na zona mista e esperar mudanças. Quando identifica o que considera erros graves da arbitragem, o clube precisa formalizar a reclamação à CBF para que a confederação analise se houve comprometimento da integridade da competição.
Esse registro permite que a entidade acompanhe se determinados árbitros cometem erros sistêmicos e se há necessidade de revisar protocolos ou treinamentos.
Sem esse registro formal, os protestos ficam restritos a manifestações públicas, sem consequências administrativas. Por isso, além das declarações de Barcellos e da nota do clube. O Inter protocolou reclamação formal à CBF, pedindo que os confrontos decisivos do Campeonato Brasileiro sejam conduzidos por arbitragens à altura de sua importância.