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Revista Colorada

Mesmo derrotado, técnico do Inter homenageou Guerrinha

Guerrinha, ícone do jornalismo esportivo gaúcho, morreu aos 70 anos após complicações de uma infecção pulmonar internado em Porto Alegre.

Rodrigo Simões

Derrotado inter homenageou guerrinhaReprodução / Internacional

O Inter perdeu por 2×1 para o Fluminense na noite de quarta-feira, no Maracanã, e, ao final da coletiva, Eduardo Baptista fez questão de voltar aos microfones para prestar uma homenagem ao jornalista Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha.

Baptista pediu à imprensa um novo momento de fala para deixar registrada sua mensagem pessoal sobre Guerrinha, morto aos 70 anos em Porto Alegre. A equipe da Super Jornada, da Baldasso TV, que cobria o pós-jogo ao vivo, notou o gesto do treinador e parou os comentários sobre a partida para dar espaço à fala dele.

O técnico deixou de lado qualquer menção à arbitragem ou às falhas da equipe em campo. Ele usou o espaço para registrar condolências aos familiares e colegas do comunicador.

O depoimento do técnico

“Só durante a coletiva eu esqueci de desejar os meus sentimentos ao Guerrinha, né, tive a oportunidade de falar com ele, né, uma perda gigantesca pro futebol, principalmente pro futebol gaúcho. Então, desejar meus sentimentos aos seus familiares e a todos seus companheiros”, declarou Eduardo Baptista.

A manifestação ganhou peso especial porque semanas antes Baptista havia ligado para Guerrinha. Conforme relatou o jornalista Vagner Martins, conhecido como Vaguinha, o treinador contatou o comentarista antes de sua estreia no comando colorado contra o Corinthians, em 7 de outubro, no Beira-Rio.

Segundo Vaguinha, aquele telefonema ajudou Guerrinha a recuperar esperança na equipe num momento crítico da disputa contra o rebaixamento — o Inter venceu aquele confronto por 2×1, e o comunicador saiu do estádio com um sentimento mais otimista.

A trajetória e o legado de Guerrinha

Desde domingo (25), Guerrinha fazia tratamento de uma infecção pulmonar que se agravou e virou um quadro generalizado, internado no Instituto de Cardiologia, em Porto Alegre. Sua morte foi confirmada na madrugada de quarta-feira e gerou mensagens de pesar de profissionais, dirigentes, técnicos e torcedores de diversos clubes.

Torcedor declarado do Inter, o comunicador construiu uma carreira de mais de 27 anos no rádio e estreou em 1999. Pelo programa Sala de Redação, da Rádio Gaúcha, Guerrinha ficou conhecido por gerações de torcedores, que incorporaram suas frases ao vocabulário do dia a dia. Sua atuação também ultrapassou a rivalidade Gre-Nal e conquistou respeito entre simpatizantes do Grêmio.

Guerrinha participou ainda do espetáculo “Os Protagonistas”, que celebrou a reinauguração do Beira-Rio.

Homenagens do clube no campo

O Inter realizou sua própria homenagem antes do duelo com o Fluminense. No uniforme, os jogadores usaram uma fita preta como símbolo de luto, e houve um minuto de silêncio antes da bola rolar. O clube havia comunicado a ação ainda na fase de preparação para a partida.

À homenagem institucional do Inter somou-se o gesto pessoal de Baptista, acrescentando um capítulo de solidariedade genuína a quem conviveu e trabalhou com Guerrinha ao longo de décadas no jornalismo esportivo gaúcho.

Pontos-chave
Pontos-chave da matéria
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Inter perdeu por 2×1 para o Fluminense no Maracanã.
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Eduardo Baptista voltou aos microfones para prestar homenagem a Guerrinha após a coletiva.
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Guerrinha, jornalista de 70 anos, morreu após quadro de infecção pulmonar agravada em Porto Alegre.
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Baptista deixou de lado críticas ao time e registrou condolências aos familiares e colegas de Guerrinha.
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Semanas antes, Baptista havia ligado para Guerrinha; telefonema trouxe esperança ao comentarista antes de jogo do Inter.
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Inter fez homenagem institucional: fita preta no uniforme e um minuto de silêncio antes da partida.


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