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Revista Colorada

Ex-presidente do Inter, Vitório Piffero foi absolvido na Justiça

Piffero segue condenado em outras ações judiciais da mesma operação, incluindo estelionato e formação de quadrilha.

Rodrigo Simões

Ex-presidente do Inter, Vitório Piffero foi absolvido na JustiçaDivulgação / Internacional

Vitório Piffero, ex-presidente do Sport Club Internacional, foi absolvido em processo de lavagem de dinheiro relacionado a uma agência de viagens. Os desembargadores do Tribunal de Justiça decidiram nesta quinta-feira (15) reverter a condenação anterior, de 12 anos e três meses, e a esposa de Piffero também foi absolvida no julgamento.

Os desembargadores mantiveram as condenações de Pedro Affatato, ex-vice de finanças, e de três empresários do setor de turismo, mas reduziram as penas. Os quatro continuam obrigados a cumprir pena de prisão em regime fechado.

A operação que investigou o desvio

O Ministério Público denunciou os ex-dirigentes em 2021, no âmbito da Operação Rebote, iniciada em 2018. A acusação apontava que eles se aproveitaram de desvios de recursos do clube e obtiveram vantagens pessoais, como viagens internacionais. E um veículo, por meio de transações com empresas de turismo ligadas ao Internacional.

Na primeira condenação, em 2024, Piffero e Affatato foram punidos por estelionato e formação de quadrilha. O ex-presidente recebeu pena de 10 anos, e affatato foi condenado a 19 anos e oito meses, também por lavagem de dinheiro.

Em outro desdobramento da operação, Marcelo Castro, ex-vice-presidente jurídico do Inter, foi condenado a 16 anos e quatro meses de prisão em regime fechado. A investigação apura irregularidades da gestão entre 2015 e 2016.

Como funcionava o esquema de desvio através das empresas de turismo

Os ex-dirigentes usavam a relação do clube com empresas de transporte e turismo para disfarçar o desvio de recursos. Eles contratavam essas empresas e, em troca, recebiam benefícios pessoais apresentados como serviços legítimos do clube.

O dinheiro saía dos cofres do Internacional e pagava viagens, cruzeiros e outros gastos particulares dos envolvidos, e as transações comerciais serviam de cobertura para o crime.

O rombo total e o rebaixamento do clube

As irregularidades investigadas pela Operação Rebote causaram prejuízo superior a R$ 13 milhões aos cofres do Sport Club Internacional. O desvio ocorreu em um período crítico da gestão e afetou diretamente a capacidade financeira do clube. Ao fim da gestão Piffero, o Internacional foi rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro, consequência esportiva associada às irregularidades administrativas.

Quando a absolvição não vale para todos

A decisão em segunda instância vale apenas para o processo de lavagem de dinheiro relacionado à agência de viagens. Piffero segue condenado em outras ações judiciais resultantes da mesma operação, incluindo condenações por estelionato e formação de quadrilha. A decisão dos desembargadores, portanto, não encerra todas as pendências legais do ex-presidente com a Justiça.

Pontos-chave
Pontos-chave da matéria
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Vitório Piffero foi absolvido em processo de lavagem de dinheiro relacionado a uma agência de viagens.
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A esposa de Piffero também foi absolvida no mesmo julgamento em segunda instância.
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Desembargadores mantiveram condenações de Pedro Affatato e três empresários do setor de turismo, reduzindo penas.
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Quatro condenados continuam obrigados a cumprir pena de prisão em regime fechado.
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Operação Rebote investigou desvios do Internacional entre 2015 e 2016 e apurou prejuízo superior a R$ 13 milhões.
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A absolvição de Piffero vale apenas para esse processo; ele segue condenado em outras ações, incluindo estelionato e formação de quadrilha.


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