As mudanças promovidas por Eduardo Baptista comparadas com seu antecessor
Mas a organização tática ainda precisa ser transformada em vitórias para tirar o Inter da zona de rebaixamento.
Créditos: Internacional/Reprodução Eduardo Baptista transformou o Internacional em apenas três semanas: eliminou as adaptações improvisadas que caracterizavam o time anterior e criou uma formação titular consistente. A mudança aparece nos números: o time somou quatro pontos em dois jogos, com vitória sobre o Corinthians.
Pela primeira vez em mais de dois meses, o Colorado repetiu os mesmos onze jogadores em partidas consecutivas. A sequência indica que o técnico encontrou uma estrutura tática sólida. A mudança ficou mais visível no Gre-Nal 455: contra o Grêmio, o Inter escalou a mesma formação que havia vencido o Corinthians por 2 a 1.
Essa consistência contrasta com o período anterior, marcado por alterações frequentes e improvisações que deixavam os atletas sem clareza sobre suas funções.
O sistema tático que restaurou a organização
Baptista adotou a formação 3-4-2-1, com três zagueiros, dois alas, dois meio-campistas e três jogadores mais avançados. A escalação — Anthoni; Bruno Gomes, Mercado e Juninho; Aguirre, Villagra, Thiago Maia e Bernabei; Vitinho e Alan Patrick; Alerrandro — deu ao time proteção defensiva e definiu os papéis em campo. Ao contrário da confusão tática anterior.
O reposicionamento dos jogadores foi essencial, e bernabei, que atuava adiantado na lateral, voltou ao corredor esquerdo, com apoio defensivo de Thiago Maia pelo meio-campo. Vitinho deixou de atuar improvisado como lateral-direito e voltou ao ataque. Ele marcou nos dois primeiros compromissos sob o novo comando. Bruno Gomes mantém-se como exceção, permanecendo na zaga apesar de sua origem como volante.
Recuperação ofensiva e pressão mais intensa
Alerrandro voltou à titularidade e ganhou destaque na pressão sobre os defensores rivais, função antes negligenciada. Contra o Corinthians, ajudou a construir o primeiro gol de Vitinho. No clássico contra o Grêmio, roubou a bola de Villasanti e criou a jogada para o companheiro surpreender Weverton com um chute por cobertura.
O modelo de Baptista exige marcação mais agressiva no campo ofensivo. Diante do Grêmio, o treinador disse que sua equipe cometeu 17 faltas no terço adversário. As faltas refletiram a intenção de pressionar a saída de bola e recuperar a posse perto da meta rival.
A intensidade ofensiva contribuiu diretamente para os três gols marcados desde a estreia do técnico. Mas a queda de ritmo no segundo tempo do clássico mostra que o sistema ainda precisa de refinamento.
Desafios imediatos com o elenco disponível
Alan Patrick sofreu lesão na coxa esquerda durante o Gre-Nal e desfalca o Colorado no confronto de sexta-feira (16) contra o Mirassol, no Maião. Calebe surge como favorito para substituir o capitão, com Bruno Henrique e Carbonero como alternativas. A escolha será importante para manter a criação e a velocidade nas transições.
O Inter tem 32 pontos e ocupa a 17ª posição. Ainda precisa transformar a evolução coletiva em vitórias. Baptista terá de manter a organização que começou a funcionar, mesmo com as mudanças provocadas pelas lesões, para tirar o Colorado da zona de rebaixamento.