A justificativa de Baptista para escalar Maripán
Baptista define a escalação de acordo com o perfil do atacante adversário, mantendo disputa entre Maripán e Mercado nas próximas rodadas.
Reprodução / Internacional Guillermo Maripán seguiu entre os titulares do Inter mesmo depois de Gabriel Mercado cumprir suspensão e voltar a ficar disponível, e Eduardo Baptista justificou o motivo da escolha. O treinador disse que o perfil de Hulk, atacante do Fluminense, foi um fator levado em conta na definição da zaga para o confronto que terminou em derrota do Inter por 2 a 1, no Maracanã, nesta quarta-feira (28).
A explicação veio depois de um questionamento feito por um jornalista chileno do jornal As na entrevista coletiva realizada após o jogo. Maripán, aliás, havia retomado os jogos mais cedo do que se esperava em sua recuperação de uma lesão.
A referência do duelo com o Botafogo
Baptista usou o desempenho de Maripán na vitória anterior sobre o Botafogo para justificar a escolha. Naquela partida, o zagueiro havia neutralizado Tiquinho Soares, centroavante com características físicas parecidas às de Hulk.
“Fez um grande jogo contra o Botafogo, marcou um centroavante ali, o Tiquinho, que exige bastante, e por isso a gente, pra sequência, resolveu oportunizar ele, já que pegaria um centroavante parecido, o Hulk, embora algumas características de vir mais buscar bola pro pé. Mas se assemelha na força, na sustentação”, explicou o treinador.
Liderança como critério na escalação
Além do aspecto técnico, o treinador destacou a liderança de Maripán e Mercado no elenco. Para Baptista, os dois zagueiros têm características semelhantes, o que permite alternar entre eles sem perda de qualidade defensiva.
“É uma liderança, junto com o Mercado ali, são dois zagueiros com a característica muito parecida em termos de qualidade técnica, de característica física e de liderança”, disse Eduardo Baptista, ao comentar o valor de contar com os dois zagueiros à disposição no setor defensivo colorado.
O trabalho de contenção na zaga
O plano também era afastar o camisa 7 carioca das zonas de maior perigo perto da área. O treinador avaliou que Maripán e Juninho cumpriram esse papel, apesar da derrota no fim do jogo.
“O Hulk foi substituído, o Hulk pouco participou, no tempo que ele esteve em campo, muito pela marcação, principalmente do Juninho e do Maripán. Acho que a gente conseguiu neutralizar bem isso daí”, declarou o comandante colorado.
Sequência de jogos após a recuperação
O camisa 7 do time carioca saiu de campo aos 12 minutos da etapa final e foi substituído por Rodrigo Castillo. Baptista atribuiu a pouca influência do atacante à postura defensiva montada pelo Inter.
A presença de Maripán entre os titulares no Rio de Janeiro manteve a formação usada desde a goleada por 3 a 0 sobre o Beira-Rio e reforçou a disputa com Mercado pela posição na zaga.
O retorno de Mercado após a suspensão deixa Baptista com duas opções de nível parecido para a zaga nas próximas rodadas. A decisão sobre quem será titular deve seguir o mesmo critério usado contra o Fluminense: o perfil do atacante adversário na sequência do calendário. O Colorado receberá o Coritiba na terça-feira (3 de novembro), às 21h30, no Beira-Rio.
Com a derrota, o Inter permanece na 16ª colocação, com 35 pontos, e só vai saber se escapa do Z4 na 33ª rodada depois de conhecer como terminam as partidas de Grêmio e Corinthians.
Embora Eduardo Baptista tenha afirmado que os dois zagueiros têm “a característica muito parecida em termos de qualidade técnica, de característica física e de liderança”, o perfil do atacante adversário define a escolha. Contra Hulk, forte e exigente fisicamente, o treinador manteve Maripán porque o zagueiro havia conseguido neutralizar Tiquinho Soares, centroavante com exigências físicas semelhantes.