Contratado para as categorias de base do Internacional em 2009, Marinho chegou a chamar atenção durante uma pré-temporada realizada em Bento Gonçalves e era visto como uma promessa para o setor ofensivo. Apesar das boas avaliações internas, o atacante não conseguiu espaço no elenco principal e teve participação restrita, atuando principalmente pela equipe B e acumulando poucas oportunidades em competições oficiais antes de deixar o clube.
A trajetória do jogador ganhou novos rumos anos depois. Conhecido pelo carisma e pelas entrevistas que viralizaram entre torcedores e imprensa, Marinho também passou a se destacar dentro de campo. Em 2016, foi um dos protagonistas da campanha do Vitória na Série A, ajudando a equipe baiana a evitar o rebaixamento justamente na temporada em que o Internacional caiu para a Série B.
Posteriormente, atuou no futebol chinês, defendeu o Grêmio e construiu uma carreira de destaque no cenário nacional. Em entrevistas concedidas após sua ascensão, o atacante afirmou que não recebeu o reconhecimento esperado durante o período em que esteve vinculado ao clube gaúcho, entre 2009 e 2013.
Abre aspas
O atleta relatou o seguinte em entrevista a Gaucha ZH “A imprensa está de prova: nunca me viu jogar um jogo no Inter. Todas as vezes que eu joguei no sub-23, eu era artilheiro ou melhor jogador e não ganhava chance. Todo mundo fala que eu cheguei no Inter e não joguei, mas a imprensa sabe que eu fui destaque na pré-temporada em Bento Gonçalves, voltei e não joguei.”
“Nunca tive a oportunidade de jogar 20 minutos sequer no profissional. Eu pedia para jogar no time B para não ficar mofando. O Inter foi me emprestando e eu nunca tive valor no clube. Tantos jogadores subiram e jogaram e eu fui escanteado. O pior de todo é que no meu último ano de contrato eu fiquei de maio a dezembro treinando em separado em Alvorada.”
“Pararam de me pagar o salário também. Eu só fui receber quando coloquei o clube na Justiça. Não tenho mágoa nenhuma, mas não é à toa que eu fiz gol no Inter pelo Vitória e, na briga contra o Inter ano passado, a gente fez a nossa parte e deu uma ‘mãozinha’ para que o clube caísse para a segunda divisão. Não tenho mágoa, são águas passadas.”



