A contratação de Alex Arce pelo Internacional ganhou um obstáculo inesperado nos bastidores. Em meio às negociações para reforçar o elenco, o clube teve R$ 11,58 milhões bloqueados judicialmente, situação que pode comprometer o planejamento financeiro e reduzir a margem de manobra da diretoria nesta janela de transferências.
A medida foi determinada pela juíza Debora Kleebank, da 3ª Vara Cível de Porto Alegre, em um processo relacionado a uma dívida de R$ 10,37 milhões com o empresário Delcir Sonda. Além da tentativa de bloqueio dos valores por meio dos sistemas eletrônicos do Judiciário, a decisão prevê que, caso o montante não seja localizado, veículos registrados em nome do clube possam receber restrições de transferência. Em nota, o Internacional informou que não comenta decisões judiciais, mas destacou que segue trabalhando para reorganizar suas finanças.
O momento aumenta as dificuldades para viabilizar a chegada de Alex Arce, considerado o principal alvo da diretoria para substituir Rafael Borré, negociado com o River Plate. O próprio clube já admitiu enfrentar limitações financeiras para investir em reforços, enquanto o Independiente Rivadavia mantém a pedida de US$ 3,5 milhões para liberar o atacante paraguaio.
Mesmo diante desse cenário, Arce continua sendo tratado como prioridade pelo departamento de futebol. A avaliação interna é de que o centroavante pode solucionar a carência ofensiva apresentada pela equipe ao longo do primeiro semestre. Na rodada mais recente do Campeonato Argentino, o jogador começou entre os reservas e entrou apenas na etapa final.
Destaque do Independiente Rivadavia em sua segunda passagem pelo clube, Alex Arce soma convocações para a seleção paraguaia e disputou duas partidas na última Copa do Mundo. Além disso, foi peça fundamental na campanha que garantiu a classificação da equipe argentina às oitavas de final da Copa Libertadores, terminando a fase de grupos na liderança da chave que também contava com o Fluminense.



