Você sabia? Cruzeiro paga metade do salário de Matheus Cunha no Inter
Goleiro foi afastado dos planos do Inter e não deve mais atuar pelo clube até o fim do Brasileirão.
Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro O goleiro Matheus Cunha chegou ao Internacional em julho, emprestado pelo Cruzeiro até junho de 2027, para reforçar a meta colorada. As falhas, porém, colocaram o jogador na mira da torcida e transformaram a contratação em um problema para o clube.
O acordo financeiro entre os clubes prevê que o Cruzeiro pague metade do salário do goleiro, enquanto o Internacional arca com a outra metade. A divisão faz do empréstimo um compromisso financeiro que vai além da questão técnica.
Compromissos financeiros sem saída
O contrato não prevê devolução antecipada. Mesmo que Cunha retorne a Belo Horizonte antes de junho de 2027, o Internacional precisará honrar os compromissos financeiros até o fim do vínculo.
O cenário restringe as opções da direção para reverter os efeitos de uma contratação que não trouxe o retorno esperado. O clube continua responsável pelos custos e pelas atuações ruins do goleiro na reta final do Brasileirão.
Atuações ruins e lances decisivos
Em 12 partidas pelo Inter, Matheus Cunha sofreu 14 gols e cometeu erros que aumentaram a insatisfação da torcida. Um dos lances ocorreu na derrota para o Santos, quando ele não defendeu a cobrança de pênalti de Gabigol.
O episódio mais grave ocorreu no dia 16 de outubro, contra o Mirassol. Cunha saiu da área, atingiu o atacante Bruno Santos e recebeu cartão vermelho direto aos 14 minutos do primeiro tempo.
O Internacional precisou improvisar: Kauan Jesus fez sua estreia profissional como goleiro. O time perdeu por 2 a 0, resultado que o manteve na zona de rebaixamento.
O goleiro também foi denunciado ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva. O julgamento está previsto para 22 de outubro.
Fora dos planos
Em 20 de outubro, Matheus Cunha estava fora dos planos do Internacional para a reta final da temporada. O goleiro não deve mais vestir a camisa do clube antes do término do Brasileirão, deixando a equipe sem solução rápida para a meta.
A passagem de Cunha pelo Beira-Rio resume-se a erros decisivos, perda de confiança e custos que permanecerão até junho de 2027, independentemente de retorno técnico.