Ir para o conteúdo
Buscar
Revista Colorada

Veja o que foi a SWAT Colorada

O Internacional viveu, em agosto de 2016, o momento mais delicado de sua história recente: o risco real de cair para a Série B pela primeira vez.

Rodrigo Simões

Veja o que foi a SWAT ColoradaCréditos: Internacional/Reprodução
Pontos-chave
Crise e queda do Internacional em 2016
✓
Após 11 jogos sem vencer, o Inter viveu risco real de rebaixamento em agosto de 2016.
✓
Foi criada a “Swat Colorada”, força-tarefa com Fernando Carvalho, Newton Drummond e Ibsen Pinheiro.
✓
Celso Roth foi contratado como treinador pela nova gestão e ficou 100 dias no cargo, com 22 jogos.
✓
Contratações focaram a defesa: chegaram Eduardo e Ceará para tentar reforçar o setor.
✓
Apesar da trégua política interna e das mudanças, o clube foi rebaixado, terminando em 17º no Brasileiro.

O Internacional viveu, em agosto de 2016, o momento mais delicado de sua história recente: o risco real de cair para a Série B pela primeira vez.

Após 11 jogos seguidos sem vencer no Campeonato Brasileiro, e com a zona de rebaixamento cada vez mais próxima, o clube precisou de uma resposta drástica. Paulo Roberto Falcão havia sido demitido depois de apenas cinco partidas no comando.

O presidente Vitório Piffero decidiu convocar dirigentes que haviam vivido os anos de ouro do Colorado para tentar reverter a crise. Nascia ali a estrutura que ficaria conhecida como “Swat Colorada”, batizada pelo então vice-presidente de futebol Fernando Carvalho em referência às tropas de operações especiais da polícia americana.

Nomes históricos voltam para salvar o clube

A força-tarefa reuniu três nomes com forte ligação aos títulos conquistados pelo Inter no início dos anos 2000. Newton Drummond, o Chumbinho, e Ibsen Pinheiro completavam o grupo ao lado de Carvalho. Juntos, os três já haviam acompanhado de perto a conquista da Libertadores e do Mundial em 2006.

Convocar quem vivera aquele período vitorioso não foi por acaso: a ideia era trazer de volta não só experiência administrativa, mas também a mentalidade que faltava ao elenco daquela temporada.

Celso Roth foi escolhido para assumir o comando técnico em seu retorno ao clube, enquanto Carvalho resumiu o espírito da nova gestão: “Nós temos uma SWAT colorada aqui no departamento de futebol e força-tarefa no conselho”.

Reforços e trégua interna no clube

Eduardo, que deixou o Atlético-MG, foi o primeiro reforço contratado pela nova direção. Depois, o clube contratou Ceará. As contratações se concentraram no setor defensivo, considerado o principal ponto fraco do time naquele momento da temporada.

Fora de campo, Carvalho também buscou apaziguar as disputas políticas que dividiam o clube havia tempos. Diferentes grupos internos combinaram uma trégua para concentrar todos os esforços na luta contra o descenso e deixar as divergências de lado até o fim do campeonato.

Uma queda que a força-tarefa não evitou

Apesar do esforço da nova gestão, os resultados dentro de campo não vieram como o clube esperava. Segundo levantamento do ge, Celso Roth ficou 100 dias no cargo e disputou 22 partidas, com seis empates e dez derrotas. Ele deixou o comando em novembro, após o empate com a Ponte Preta.

Lisca assumiu a equipe para as três últimas rodadas da competição, mas não conseguiu impedir o desfecho temido pela torcida colorada. O Internacional foi rebaixado após empatar com o Fluminense na última rodada e terminou o Campeonato Brasileiro na 17ª posição.

A “Swat Colorada” tornou-se um símbolo daquele 2016 conturbado — não pela vitória que buscava, mas pela dimensão da crise que nem a experiência de seus dirigentes históricos conseguiu conter.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *