A passagem de Alan Patrick pelo Flamengo
Alan Patrick encontrou no Internacional o espaço de liderança que buscava desde sua passagem pelo Flamengo.
Créditos: André Durão Alan Patrick, hoje camisa 10 do Internacional, defendeu o Flamengo entre 2015 e 2016, em uma fase de altos e baixos da carreira. No clube, teve boas atuações e viveu episódios que marcaram sua passagem pelo Rio de Janeiro.
O vínculo começou em junho de 2015, quando chegou por empréstimo do Shakhtar Donetsk, depois de uma passagem pelo Palmeiras. Tinha 24 anos e via no futebol carioca a chance de reconquistar espaço como armador, função que hoje exerce com liderança no Beira-Rio.
Alan Patrick nos tempos de Flamengo.pic.twitter.com/BQKbybRazf
— Curiosidades Brasil (@CuriosidadesBRL) 30 de março de 2026
Boas atuações na reação rubro-negra
A confiança veio rápido. Sob o comando de Cristóvão Borges e, depois, de Oswaldo de Oliveira, o meia ganhou minutos e peso ofensivo na reação do time carioca no Brasileirão daquele ano.
Um gol de fora da área garantiu o empate por 2 a 2 diante do Santos, enquanto Alan Patrick marcou de falta contra o Atlético-Pr. Seis vitórias seguidas levaram o Flamengo a sonhar com o G-4, mas a equipe fechou a competição na 12ª posição.
O episódio do “Bonde da Stella”
Naquele ano, Pará, Paulinho, Everton, Marcelo Cirino e o próprio Alan Patrick foram afastados temporariamente depois de participarem de uma festa que ficou conhecida como “Bonde da Stella”. A repercussão negativa não impediu o clube de seguir apostando no jogador.
O empréstimo junto ao Shakhtar Donetsk foi renovado para 2016. O desempenho seguiu irregular: presença constante no primeiro semestre, queda de espaço na reta final e um pedido do clube ucraniano, em novembro, para reaver o atleta e reavaliar sua situação.
Números no Flamengo e a volta à Ucrânia
Setenta e duas partidas, 15 gols e dez assistências resumem a passagem de Alan Patrick pelo Rubro-Negro, de acordo com levantamento do ge. Foram sete gols em 2015 e outros oito na temporada seguinte, números que mostram a evolução do meia como peça ofensiva.
A vontade de ficar no Rio de Janeiro existia, já que a família estava adaptada à cidade, mas o acordo final não saiu do papel. O retorno ao Shakhtar encerrou o ciclo carioca e abriu caminho para anos de futebol europeu antes do desembarque definitivo no Internacional, em 2022.
A referência que se tornou no Beira-Rio
Em entrevista à espn.com.br, Alan Patrick definiu a passagem pelo clube carioca como o melhor momento de sua carreira, embora tenha encontrado no Colorado o espaço de liderança que buscava desde os tempos de Rio de Janeiro.
Hoje, com a camisa 10 e a braçadeira de capitão, Alan Patrick construiu com a torcida gaúcha uma identificação mais intensa que a de qualquer passagem anterior. A passagem pelo Flamengo continua sendo a referência que ele próprio usa para medir a carreira, mas foi no Internacional que o meia virou referência técnica e símbolo de liderança dentro de campo.