Time brasileiro ultrapassa dupla Grenal em Transferbans da FIFA
Santos, Internacional e Grêmio não conseguem registrar novos jogadores estrangeiros até quitarem suas dívidas com credores internacionais.
Reprodução / Internacional O Santos assumiu a liderança isolada entre os clubes brasileiros punidos com transfer ban pela Fifa, à frente do Internacional e do Grêmio. A sanção da entidade internacional impede o registro de novos contratados até a quitação de débitos com credores estrangeiros.
O Santos soma quatro bloqueios confirmados, o dobro das duas restrições que pesam sobre o Internacional. O Grêmio tem uma única punição em aberto por não ter pago uma parcela da compra de Monsalve junto ao Independiente Medellín.
De onde vêm as sanções do Inter
As duas punições que recaem sobre o Inter têm origem em atrasos no pagamento de parcelas combinadas nas contratações de Juninho, negociado com o Midtjylland, e de Ramon, que chegou vindo do Olympiacos. Enquanto o débito não for resolvido, o clube fica impedido de registrar qualquer reforço estrangeiro junto à Fifa.
Além do transfer ban, o Colorado enfrenta um bloqueio preventivo imposto pela agência de fair play financeiro da CBF. Diferentemente da punição da entidade internacional, essa restrição não impede o registro de jogadores, mas condiciona qualquer contratação a uma autorização prévia da Anresf.
Santos FC tem 4 transferbans registrados no momento, todos em função do não pagamento dos integrantes da comissão e do próprio Pedro Caixinha.
— Álef Santos (@AlefSfc) 9 de outubro de 2026
Peixe precisa quitar essa dívida para não acumular novos transferbans (pois deve clubes e outros ex-funcionários) e piorar a situação. pic.twitter.com/wi7H5SHuPG
Por que o Santos lidera o ranking
A sanção mais recente contra o clube paulista nasceu da falta de pagamento pela demissão do técnico Pedro Caixinha e de outros três auxiliares. O clube havia fechado contratações importantes na janela do meio do ano pouco antes de ser comunicado da punição. Essa sequência amplia o contraste entre o investimento em reforços e as dívidas deixadas para trás.
Corinthians e São Paulo completam a lista paulista de punidos, com duas e uma restrição, respectivamente. Cuiabá, Fortaleza, Amazonas e Figueirense também carregam uma sanção cada, mostrando que o problema de dívidas internacionais atinge clubes de diferentes portes no país.
O que muda no dia a dia do clube
Na prática, o transfer ban trava qualquer planejamento de janela de transferências até que o valor devido seja integralmente pago ao credor. Um clube punido pode negociar um atleta, mas não consegue formalizar o registro dele junto à Fifa enquanto a pendência não for resolvida.
Para o Inter, a quitação das duas dívidas em aberto é o único caminho para recuperar liberdade total no mercado.
Como funciona o bloqueio preventivo da Anresf
O bloqueio preventivo é diferente do transfer ban da Fifa porque não impede completamente o registro de jogadores. Ele condiciona qualquer contratação a uma aprovação prévia, e para liberar um novo atleta.
A Anresf verifica três condições: se o clube teve saldo positivo com vendas de jogadores na janela atual, se as taxas e comissões da nova contratação não ultrapassam o que foi arrecadado.
E se a folha de pagamento do time não excede o teto mensal fixado pela agência, calculado com base na média dos seis meses anteriores ao momento em que o clube entrou em insolvência.
Esse mecanismo funciona como um freio automático no sistema de registros da CBF. Mesmo que o clube negocie um reforço, a agência bloqueia o registro até confirmar que as condições foram atendidas. Assim, times em dificuldade financeira não conseguem fazer contratações que piorem ainda mais sua situação.