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Revista Colorada

O pilar de jogo que Eduardo Baptista já comemora no Inter

Inter busca transformar o padrão de pressão alta em pontos para se afastar da zona de rebaixamento na reta final do Brasileirão.

Rodrigo Simões

Eduardo baptista admitiu inter precisavaCréditos: Internacional/Reprodução

O Internacional não venceu o Gre-Nal 455, mas Eduardo Baptista identificou um ponto positivo no desempenho da equipe: a pressão alta, trabalhada nos treinos desde a última parada para a data Fifa. Virou identidade do time em apenas dois jogos sob o comando do treinador.

O gol de Vitinho no clássico nasceu desse movimento coletivo. Alerrandro tomou a bola de Villasanti perto da área gremista, e a jogada terminou nas redes, mostrando na prática o que o comandante colorado vem pedindo nos treinos no CT Parque Gigante.

Pontos-chave
Pontos-chave da matéria
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Internacional não venceu o Gre-Nal 455, mas teve pressão alta como ponto positivo identificada por Eduardo Baptista.
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A pressão alta virou identidade do time em dois jogos e originou o gol de Vitinho após recuperação de bola na área adversária.
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O Inter fez 26 faltas no jogo, sendo 17 no campo adversário, segundo o técnico, buscando recuperar a posse perto do gol rival.
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O mesmo padrão de pressão e recuperação rápida apareceu na vitória sobre o Corinthians, indicando assimilação pelo elenco.
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O elenco terá quatro treinos antes do jogo com o Mirassol; Baptista trata cada rodada como decisiva para sair da zona de rebaixamento.

Recorde de faltas no campo rival

O técnico detalhou a estratégia usada contra o Grêmio e citou o número de faltas cometidas pelo Inter para tentar recuperar a posse perto do gol adversário.

“Fizemos 26 faltas, dando um recorde de 17 faltas no campo adversário. Então, é uma equipe que busca roubar a bola desse adversário, nós fizemos três gols assim. Os três gols foram em uma pressão mais alta e a gente sofre pouco. A gente passou a ideia”, avaliou Baptista.

A estatística reforça o discurso do comandante sobre reduzir a exposição defensiva ao atacar logo após recuperar a bola. Com menos tempo de posse no campo de defesa, o Inter se expõe menos a erros perto da própria área, um dos pontos sensíveis da equipe nesta reta final do Brasileirão.

Mesmo roteiro contra o Corinthians

A sequência de pressão e recuperação rápida também apareceu na vitória sobre o Corinthians, no meio de semana. Villagra desarmou Garro, tocou para Bruno Henrique, que serviu Alan Patrick para marcar.

A repetição da jogada em duas partidas seguidas, com protagonistas diferentes, indica que o padrão de movimentação está sendo assimilado pelo elenco colorado. Baptista aposta nesse tipo de lance para destravar o ataque sem depender de jogadas ensaiadas ou bolas paradas.

Semana de ajustes no CT

O elenco colorado volta aos treinos na tarde desta segunda-feira (12), com quatro atividades programadas até o confronto com o Mirassol. O duelo é válido pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro e está marcado para as 20h de sexta-feira (16), no interior paulista.

Baptista falou sobre o momento da equipe e o peso de cada rodada na briga para deixar a zona de rebaixamento. Disse que tem uma semana para fazer o ajuste fino, que os dois jogos anteriores foram um momento difícil. E que o duelo de sexta-feira será outra final, assim como o confronto com o Botafogo.

O técnico afirmou que conhece bem o Mirassol e que trabalhará os pontos necessários para deixar o Inter mais forte nesta reta final.

A sequência decisiva

Baptista tratará cada rodada com a mesma urgência, independentemente do adversário. O conhecimento prévio sobre o Mirassol pode ajudar a antecipar ajustes táticos específicos para o confronto no interior paulista.

O Inter chega à partida de sexta-feira precisando confirmar em campo o padrão de pressão que já rendeu gols em dois jogos seguidos. A missão agora é transformar o modelo de marcação alta em pontos que afastem o time da zona de rebaixamento.

Como a pressão alta gera oportunidades de gol

A estratégia funciona em etapas conectadas, e primeiro, o time se posiciona perto da área adversária para forçar o erro do rival. Ao recuperar a bola nessa região, como Alerrandro fez com Villasanti e Villagra com Garro, o Inter já está perto do gol e não precisa construir o ataque desde o meio-campo.

Assim, o roubo de bola se transforma em oportunidade quase imediata e reduz o tempo entre defesa e ataque.

O benefício também é defensivo: ao atacar rapidamente depois de recuperar a posse, o time passa menos tempo com a bola no próprio campo, onde fica exposto a erros perto da área. Conforme Baptista explicou, os três gols nasceram dessa sequência de pressão, recuperação e ataque. O time também sofre pouco porque não fica vulnerável na defesa.

Se o Inter sofre pouco com essa marcação alta, por que não saiu com vitória do Grêmio?

A pressão alta reduz a exposição defensiva, mas não garante a vitória. O empate no Gre-Nal mostra que o sistema pode tornar o time mais seguro na defesa. E criar oportunidades no ataque, como no gol de Vitinho, sem impedir que o adversário crie chances ou marque.

O padrão funciona, segundo as estatísticas: foram três gols em duas partidas com o modelo. O resultado final, porém, também depende da eficiência ofensiva e do desempenho do rival.

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