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Revista Colorada

Thiago Maia foi substituído do Gre-Nal após sentir câimbras

Baptista descartou lesão estrutural e atribuiu o desconforto ao aumento brutal da intensidade tática implementada no Inter.

Rodrigo Simões

Thiago maia substituído gre nalReprodução / Internacional

Thiago Maia saiu de campo no segundo tempo do Gre-Nal por causa de câimbras. Na coletiva pós-jogo, Eduardo Baptista explicou a substituição e reforçou a importância do volante na reformulação do Inter. O técnico apontou o aumento brutal da intensidade tática como responsável pelo desconforto físico e descartou problemas estruturais no elenco.

A saída do volante se soma à de Alan Patrick, que também deixou o clássico. Juntas, as substituições reduziram a capacidade do Inter de manter a posse de bola e recuperar a bola após roubá-la, como reconheceu Baptista. Para o técnico, essa perda era consequência inevitável da nova chave tática, não um sinal de fragilidade.

A explicação de Baptista para as substituições

“O Thiago Maia pediu para sair, estava tendo câimbra. A saída do Alan Patrick que a gente falou… É uma equipe, eu tenho um pouco de conhecimento de parte física, vou te falar: é uma equipe que nós giramos a chave num nível muito alto, muito alto. A rotação estava numa rotação, nós subimos o nível muito alto. Passamos a roubar, 17 faltas na frente, capacidade de roubar a bola no ataque”, afirmou Eduardo Baptista.

Para o técnico, as quedas de rendimento refletem justamente essa mudança de patamar.

“Isso aí, a intensidade sobe muito num curto espaço de tempo. É natural que a gente caia um pouquinho. Não é questão de fisicamente estar bem ou não, é questão que a gente mudou a chave, a intensidade é outra. Por isso essa semana é importante para a gente. Então tem esse ponto que a gente vai trabalhar, descansar eles, treinar”, prosseguiu.

Thiago Maia como peça-chave da reformulação

Além de explicar a substituição, Baptista colocou Thiago Maia entre os principais acertos da reformulação colorada. O volante ganhou confiança e espaço desde a chegada do novo treinador e teve atuações que o técnico considerou decisivas nos primeiros compromissos.

“Só para ressaltar: o Thiago Maia talvez tenha, entre os dois jogos, feito uma partida brilhante. Talvez no meio-campo ali era o cara que estava tomando conta. Então ele sentiu, a gente precisou reforçar um pouquinho ali”, observou. A confiança também se apoia no conhecimento prévio entre os dois: Baptista e Thiago Maia trabalham juntos desde a época de Santos.

“O Thiago Maia vive um bom momento. A gente conversa com ele, conheço o Thiago já de longa data, desde a época de Santos. Eu sei do que ele é capaz e como ele gosta de jogar. A gente só posicionou ele ali e agora é da confiança. É um cara para o momento que a gente vive, é uma liderança que a gente trouxe para dentro”, declarou o treinador.

Convicção, não aposta

Baptista finalizou reforçando que a opção por Thiago Maia não foi uma tentativa precipitada. “Então eu fico bastante contente, porque foi uma… não aposta, mas foi ali uma convicção que ele resolveria para a gente nesse momento, e tem dado respostas boas para a gente”.

A semana anterior ao próximo compromisso do Inter permitirá gerenciar melhor a recuperação física do elenco. No caso de Thiago Maia, o diagnóstico da coletiva permanece sendo de câimbras, sem indicação de lesão estrutural, segundo o treinador.

Pontos-chave
Pontos-chave da matéria
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Thiago Maia deixou o Gre-Nal no segundo tempo por câimbras, sem lesão estrutural segundo o técnico.
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Eduardo Baptista atribuiu as câimbras ao aumento intenso da intensidade tática após mudança de chave.
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As saídas de Thiago Maia e Alan Patrick reduziram a capacidade do Inter de manter e recuperar a posse de bola.
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Baptista considera Thiago Maia peça-chave da reformulação e elogia sua confiança e liderança.
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A preparação física mudou com a nova comissão: retorno ao trabalho de força e academia para reduzir propensão a lesões.
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O empate mostrou evolução do Inter sob Baptista, com mais criação, mas manteve problemas em transformar volume em gols e em bolas paradas.

Por que o time tem tido tantas lesões e problemas físicos?

Segundo Thiago Maia, uma das razões estava na preparação física feita antes da chegada de Eduardo Baptista. A comissão técnica anterior não priorizava exercícios de força nem o trabalho de academia, fundamentais no futebol moderno. Com a chegada do novo técnico e da comissão de Paulo Paixão, o foco mudou: o grupo voltou a fazer academia.

E trabalho de força, além de adotar uma preparação que reduz a propensão a lesões. O volante reconheceu que o grupo ainda está um pouco atrás de outros times nesse aspecto, mas aos poucos recupera a condição física básica que havia faltado.

O que o empate mostrou além da substituição de Thiago Maia

O Gre-Nal 455 mostrou que o Inter evoluía sob o comando de Eduardo Baptista, embora não tenha saído com a vitória. Nos dois últimos jogos antes do clássico, o time havia somado quatro pontos e começava a apresentar uma identidade mais clara.

O empate manteve as duas equipes nas posições iniciais da rodada, mas o desempenho colorado indicou potencial de vitória. O time criou mais e melhor, mas esbarrou em problemas antigos: dificuldade de transformar volume de jogo em gols e falhas defensivas em bolas paradas.

A perda de Alan Patrick e Thiago Maia reduziu a capacidade de o Inter reter a bola nos minutos finais e deixou a equipe mais pressionada. Mesmo assim, o saldo da atuação foi positivo: o time começava a mostrar evolução em um momento de máxima pressão na tabela, um sinal tão relevante quanto os pontos conquistados.

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