Inter vê novos desafios para montar o time contra o Coritiba
Disputa aberta por vagas será definida nos treinamentos antes do confronto de terça-feira no Beira-Rio.
Reprodução / Internacional Eduardo Baptista manteve no Maracanã os mesmos 11 jogadores que haviam goleado o Botafogo por 3 a 0, embora o Inter tenha perdido por 2 a 1 para o Fluminense. A decisão reabriu a disputa por vagas antes do confronto com o Coritiba: Gabriel Mercado, Rodrigo Villagra e Vitinho, que haviam cumprido suspensão e estavam novamente disponíveis, começaram no banco.
A escolha ganhou peso porque Baptista preferiu premiar o desempenho anterior e dar continuidade à equipe que havia funcionado bem no Beira-Rio. Como havia pouco tempo para treinar entre os dois compromissos, o técnico optou por manter Maripán, Ronaldo, Matheus Bahia e Bernabei em seus postos habituais, apesar do retorno dos três jogadores.
Estratégia além da hierarquia
A decisão também tinha um componente tático: Baptista planejava aumentar a intensidade com jogadores descansados na segunda etapa, aproveitando o desgaste do Fluminense no Colorado. Com isso, sinalizou que a hierarquia anterior às suspensões não definiria automaticamente a escalação.
Matheus Bahia permaneceu na ala esquerda para permitir que Bernabei avançasse mais, enquanto Maripán e Ronaldo continuaram entre os titulares. A escalação refletiu a avaliação de que quem atuou bem merecia permanecer, independentemente do tempo afastado.
Abertura de vagas antes do Coritiba
Mercado, Villagra e Vitinho agora disputam as vagas de forma mais aberta. Os próximos treinamentos definirão quem recupera cada posição. Alan Patrick e Thiago Maia saíram lesionados contra o Fluminense e serão avaliados antes do próximo duelo.
Se a dupla não se recuperar totalmente, Villagra pode ganhar espaço no meio-campo, o que obrigaria Baptista a reorganizar outras peças para manter o equilíbrio tático. O confronto com o Coritiba, marcado para terça-feira (1º de novembro), às 21h30, no Beira-Rio, continua sendo uma decisão crucial para o Inter, que segue pressionado pela luta contra o rebaixamento.
Como o desempenho recente pesa na escalação quando há pouco tempo de treino
Quando há poucos dias entre as partidas, o técnico não consegue trabalhar mudanças táticas complexas com a equipe. Por isso, Baptista usou o desempenho anterior como referência: quem jogou bem contra o Botafogo merecia continuar, mesmo ao voltar de suspensão. Assim, ele reduz o risco de desorganizar a equipe em um momento crítico da temporada, quando cada ponto importa.
A estratégia também considera a vantagem física dos jogadores que já estavam em campo. Eles acumulam ritmo de jogo, enquanto os suspensos começam com desvantagem mesmo após o repouso. Ao manter a equipe que funcionou, Baptista reduz as incertezas e preserva a estrutura que deu resultado.