Relembre alguns goleiros questionados na história recente do Internacional
O Internacional vive um momento de preocupação com a posição de goleiro em 2026. A expulsão de Matheus Cunha na derrota por 2 a 0 para o Mirassol, em outubro, voltou a expor as dificuldades enfrentadas pelo clube em um setor fundamental na luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro.
O episódio também reacende uma discussão antiga entre os colorados: a dificuldade de alguns arqueiros em conquistar estabilidade e confiança durante suas passagens pelo Beira-Rio.
Nos últimos 30 anos, o Inter contou com goleiros que marcaram época, como Clemer e Alisson, mas também teve jogadores que enfrentaram críticas e não conseguiram corresponder às expectativas.
Goleiros ex-Inter
Revelado nas categorias de base coloradas, Agenor integrou o elenco profissional durante diferentes temporadas, mas não conseguiu se firmar como titular. O goleiro recebeu oportunidades em meio às disputas pela posição, porém não apresentou regularidade suficiente para conquistar espaço definitivo.
Muriel, irmão mais velho de Alisson, também enfrentou questionamentos. Depois de conquistar espaço na equipe principal, o arqueiro passou por períodos de instabilidade e perdeu a titularidade para o próprio irmão, que posteriormente se tornaria um dos principais goleiros do futebol mundial. Apesar das críticas, Muriel teve momentos positivos e participou de conquistas estaduais pelo clube.
Outro caso foi o de Daniel, que inicialmente surgiu como uma alternativa promissora. Formado no Inter, o goleiro conquistou a titularidade e chegou a receber elogios por suas defesas. Em 2022, entretanto, falhas e atuações irregulares aumentaram a pressão da torcida. A perda de confiança abriu espaço para Keiller, que assumiu a posição naquele período.
A trajetória de Keiller também começou com boas perspectivas. Em 2017, o goleiro ganhou destaque ao defender cobranças de pênalti contra o Caxias, pelo Campeonato Gaúcho. Anos depois, retornou ao clube e teve oportunidades como titular, mas não conseguiu sustentar o desempenho esperado. Em 2023, passou a ser alvo de críticas e perdeu espaço, frustrando a expectativa de que pudesse se consolidar como solução para o gol colorado.
Outro nome lembrado em momentos de contestação é Renan, que esteve no elenco durante a derrota para o Mazembe, por 2 a 0, na semifinal do Mundial de Clubes de 2010. O resultado histórico negativo aumentou a pressão sobre o goleiro e outros jogadores envolvidos naquela partida.