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Revista Colorada

Relembre a melancólica demissão de Cacique Medina do Internacional

Após 17 jogos com saldo negativo de 20 gols sofridos contra 17 marcados, Medina deixou o Internacional como o quinto técnico da gestão de Alessandro Barcellos.

Rodrigo Simões

Relembre a melancólica demissão de Cacique Medina do InternacionalRicardo Duarte / Internacional

Alexander Medina deixou o Internacional após apenas 17 jogos no comando do time colorado. O empate por 1 a 1 com o Guaireña em 2022, em pleno Beira-Rio, pela Sul-Americana, levou a direção a afastá-lo na manhã seguinte.

O Presidente Alessandro Barcellos confirmou o fim da passagem de Cacique, contratado no fim do ano anterior após o sucesso no Talleres. A decisão estava praticamente tomada quando o árbitro apitou o fim do empate. 

Protesto dos torcedores marca a despedida

A saída de Medina foi marcada por protestos no estádio. Vaias, gritos de “time sem vergonha” e palavrões ecoaram durante o empate com o adversário praticamente desconhecido. No pátio da arena, torcedores intensificaram os protestos e arremessaram gradis contra vidros.

Com Medina, deixaram o clube os auxiliares Fernando Machado e Jadson Vieira, os preparadores físicos Alexis Olariaga e Richard González e o analista de desempenho Mariano Levisman. Cauan de Almeida, auxiliar técnico, assumiu interinamente  e comandou o time no domingo contra o Fortaleza, pelo Brasileirão, quando o Inter venceu por 2 a 1 na despedida de D’Alessandro. 

Números que evidenciam o fracasso

Em 17 jogos no comando colorado, o time marcou 17 gols e sofreu 20. O saldo refletia os problemas da campanha e justificava a mudança no comando técnico. A eliminação na Sul-Americana somou-se às quedas no Gauchão, diante do Grêmio, e na Copa do Brasil, contra o Globo-RN.

Na competição continental, o Inter estava empatado com o Guaireña na segunda colocação do Grupo E, ambos com dois pontos, e o Independiente Medellín liderava com quatro.

Contexto de instabilidade na gestão

Cacique foi o quinto treinador da gestão de Alessandro Barcellos, presidente que ainda não havia completado 18 meses no cargo. A rotatividade começou com Abel Braga, mantido do mandato anterior para encerrar o Brasileirão, seguido por Miguel Ángel Ramírez e Diego Aguirre antes da chegada de Medina, com esperança renovada de sucesso.

A instabilidade técnica continuava a marcar a gestão de Barcellos e refletia divisões internas no clube, que ainda buscava estabilidade naquela temporada de 2022.

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