Inter tem titular contra o Mirassol suspenso pelo STJD
Técnico do Inter decidiu deixar o goleiro no banco por tempo indeterminado, ampliando a crise na meta colorada.
Créditos: Ricardo Duarte/Internacional O STJD julgou o goleiro Matheus Cunha nesta quinta-feira (22) e aplicou um jogo de suspensão pela expulsão contra o Mirassol, na última sexta-feira (16). Com isso, o jogador fica fora apenas da partida contra o Botafogo, marcada para este sábado (24).
O lance que motivou o cartão vermelho aconteceu no Estádio Maião, aos 14 minutos do primeiro tempo, quando o goleiro cometeu falta no atacante Bruno Santos. Matheus Cunha foi denunciado com base no artigo 250 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata de conduta desleal ou inconveniente em campo e prevê de uma a três partidas de afastamento.
Cartão vermelho! 🟥 Matheus Cunha atropela atacante do Mirassol em saída do gol e é expulso aos 14 minutos do primeiro tempo.#futebol #mirassol #internacional #brasileirão #ge pic.twitter.com/ScvY2iEmPN
— ge (@geglobo) 16 de outubro de 2026
Pena mínima aplicada ao jogador
Como o tribunal aplicou a punição no piso da escala prevista pelo CBJD, o arqueiro já estaria regularizado para encarar o Fluminense na rodada seguinte. No entanto, a direção definiu que não entra mais em campo.
A comissão técnica decidiu deixar Matheus Cunha no banco por tempo indeterminado, assim como o zagueiro Félix Torres. Na mesma partida contra o Mirassol, o defensor falhou no lance que resultou em gol da equipe paulista. O erro ampliou as dúvidas sobre a dupla na zaga e no gol.
Números da passagem no Beira-Rio
Desde que chegou ao Inter por empréstimo do Cruzeiro, em julho, o goleiro soma 12 jogos e sofreu 14 gols com a camisa colorada. O vínculo com o clube gaúcho dura um ano.
A sequência do Brasileirão 2026 não dá folga para o técnico resolver a crise na meta com calma. Depois do duelo com o Botafogo neste sábado, o calendário segue apertado, e a definição sobre quem veste a camisa 1 titular tende a ficar mais clara nos próximos compromissos.
A crise maior: decisões estruturais que vêm por aí
O caso de Matheus Cunha é parte de um problema maior. O Inter terá de decidir o futuro de muitos jogadores com contrato terminando no fim do ano, além do técnico Eduardo Baptista e de nomes importantes da comissão técnica. O clube também terá uma eleição em dezembro para escolher a próxima direção, quando o Brasileirão estará terminando.
Essas questões se misturam aos problemas financeiros do clube e às regras sobre o número de jogadores estrangeiros que podem atuar. A futura gestão do Inter terá de decidir quem fica e quem sai, além de lidar com punições em vigor que impedem o time de registrar novos jogadores.
Por isso, a decisão sobre Matheus Cunha reflete um cenário mais complicado.
E o outro goleiro?
Referente a Rochet, o mesmo tinha um acordo com o Inter: se jogasse em 60% das partidas na temporada, seu contrato seria renovado automaticamente. Mas suas lesões frequentes fizeram com que ele entrasse em campo em apenas 35% dos jogos. Com oito partidas restantes, é matematicamente impossível chegar aos 60%.
Isso significa que sua permanência no clube não é mais garantida por contrato — agora depende de uma decisão futura da direção. Para o Inter, esse cenário complica ainda mais a disputa pelo gol. O clube enfrenta restrições com jogadores estrangeiros — Rochet é uruguaio — e não poderá registrar muitos deles a partir de 2027, por causa do regulamento.
Além disso, Rochet convive com problemas físicos recorrentes desde que chegou, o que levanta dúvidas sobre a conveniência de investir nele nos próximos anos.