Primeiro sueco da história do Inter vêm tendo passagem lamentável
Enquanto permanecer no banco, fica cada vez mais distante a possibilidade de o Inter exercer a opção de compra do sueco.
Créditos: Ricardo Duarte/Internacional Contratado pelo Internacional há dois meses para reforçar o ataque, Niclas Eliasson segue sem conseguir se firmar na equipe comandada por Eduardo Baptista. De lá para cá, o sueco assistiu aos três jogos do time sentado no banco de reservas, sem ser acionado em nenhum minuto.
O sueco veio emprestado pelo AEK, da Grécia, com vínculo até junho de 2027, e já vinha de uma participação reduzida no time quando Paulo Pezzolano ainda estava no comando. Foram apenas seis jogos sob o comando do uruguaio, somando perto de 30 minutos dentro de campo. Sem gols, assistências ou chances criadas, teve uma trajetória bem diferente da esperada para um reforço da segunda janela.
Da estreia tímida ao silêncio no comando de Baptista
Eliasson foi apresentado em 19 de agosto e fez sua primeira partida pelo Inter três dias depois, quando o time ficou no empate sem gols diante do Atlético-MG. Entrou aos 32 minutos do segundo tempo, em sua partida com mais minutos em campo. Nas demais aparições com Pezzolano, entrou sempre depois dos 40 minutos do segundo tempo.
Em 19 de setembro, data de sua última aparição em campo, o Inter foi derrotado pelo São Paulo no Morumbi, resultado que acabou custando o cargo de Pezzolano. Desde então, tenta reconquistar espaço, mas Baptista ainda não o colocou em campo.
Após o Gre-Nal disputado na Arena, o treinador disse apenas que conta com bons nomes no ataque, sem dar detalhes sobre o sueco.
Reforços da segunda janela fora dos planos recentes
Eliasson não é o único fora dos planos, e calebe, contratado no segundo semestre, está no banco desde 30 de agosto, quando o Inter perdeu para o Bahia. O meia surpreendeu ao ser titular em um Gre-Nal com Pezzolano, mas sofreu uma entorse no tornozelo direito e não voltou a jogar.
Alan Patrick se lesionou no Gre-Nal e ficou fora contra o Mirassol. Mesmo assim, Baptista optou por Matheus Bahia, com Bernabei mais avançado, e não utilizou Calebe. Victor Gabriel, zagueiro que havia cumprido suspensão pela lesão provocada em Gabriel Pec, do Cruzeiro, também ficou no banco no Gre-Nal e contra o Mirassol.
Os jovens Pedro Kauã, zagueiro, e Luiz Felipe, lateral-esquerdo, completam o grupo dos relacionados que ainda não entraram em campo — ambos sem oportunidade em duas partidas.
Quando o passado internacional não garante oportunidade
Antes de chegar ao Brasil, Eliasson tinha 134 jogos pelo AEK, com 13 gols e 31 assistências, além de passagens por Bristol City, da Inglaterra, e Nimes, da França. No futebol internacional, era um jogador experiente e considerado confiável.
Essa trajetória, porém, não garantiu espaço no futebol brasileiro, e a experiência europeia não assegura minutos quando o jogador não se adapta rapidamente ao estilo local ou enfrenta forte concorrência interna.
O risco de um empréstimo que pode não se converter em compra
Eliasson foi contratado por empréstimo até junho de 2027, com opção de compra. Enquanto permanecer no banco e sem oportunidades de mostrar seu futebol, fica cada vez mais distante a possibilidade de o Inter exercer essa opção. Para o atacante, isso significa estar “congelado” por meses sem jogar.
Para o clube, significa manter um investimento sem retorno esportivo, o que torna a decisão sobre a compra mais difícil à medida que ele segue sem entrar em campo.
🇸🇪 Niclas Eliasson tem um perfil que o Inter não possui no elenco atual: ponta-direita veloz, com facilidade para mudar de direção e cria chances através de cruzamentos com ambas as pernas.
— Lucas Goulart (@Lucasgoulart22) 12 de agosto de 2026
Pode ser o condutor das transições ofensivas. Análise completa sairá no canal da Footure! pic.twitter.com/k5dcS2GoO9