Inter tem dúvida entre 3 nomes para completar o meio-campo
Nenhum dos três candidatos reúne a intensidade e o conhecimento tático de Villagra, qualidades essenciais no modelo de pressão alta implementado por Baptista.
Reprodução / Internacional Villagra está suspenso para o jogo contra o Botafogo, no sábado (24), e Eduardo Baptista precisará escolher entre três volantes para montar o meio-campo do Inter no Beira-Rio. A decisão não é simples: nenhum dos candidatos reúne todas as qualidades do titular argentino.
Bruno Henrique é o favorito da comissão técnica e deve começar ao lado de Thiago Maia, mais recuado. Bruno Henrique é o meio-campista que mais entrou em campo nesta temporada, com 38 partidas, mas carrega uma limitação importante: raramente completa 90 minutos.
De acordo com a Rádio Gaúcha, este é provável Inter para enfrentar o Botafogo
— Siga → Resistência Colorada (@rc_portal) 22 de outubro de 2026
Maripán no lugar de Mercado
Bruno Henrique na vaga de Rodrigo Villagra
Carbonero o escolhido na saída de Vitinho pic.twitter.com/MMGpTLRorU
Qualidades e limitações de Bruno Henrique
Quando está em bom momento, Bruno Henrique se destaca pela técnica, pelo passe preciso e pela chegada ao ataque. Mas sua fragilidade física o impede de manter esse desempenho por 90 minutos. Completou a partida apenas duas vezes no ano: na derrota para o Bahia, em agosto, e nas semifinais do Gauchão, em fevereiro.
O comentarista Cristiano Munari, da Rádio Gaúcha, considera Bruno Henrique a melhor escolha disponível e lembra que ele já desempenhou a função sob Paulo Pezzolano contra Corinthians e Palmeiras. Mesmo assim, a volta de Alan Patrick e Maripán do departamento médico preocupa pelo equilíbrio tático.
Com Alan Patrick e Maripán em campo, a marcação pode perder intensidade, segundo Danny Morais, comentarista do Premiere. Essa intensidade tem sido uma marca da equipe desde que Baptista chegou.
Ronaldo e Paulinho como alternativas
Ronaldo é quem mais se assemelha tecnicamente a Villagra entre os candidatos. Percorre 10,9 km por jogo e acerta 91% dos passes, números que o tornam o mais próximo do titular. A contagem de jogos, porém, revela o problema: são apenas 23 partidas no ano, das quais duas como titular desde a retomada do Brasileirão.
Paulinho se movimenta mais que os outros dois, com 10,6 km percorridos por partida, mas tem limitações no entendimento da posição e nas valências defensivas. Segundo um comentarista, nenhum dos três reúne a intensidade e o conhecimento tático de Villagra, qualidades essenciais no modelo de pressão alta que Baptista implementou.
Baptista já teve um treinamento na quinta (21) e terá outro na sexta (22) para definir quem ocupará o lugar do volante argentino no sábado contra o Botafogo.