O Inter perdeu por 2×3 para o Santos neste sábado (6), no Beira-Rio, em partida marcada por mudanças na escalação titular. Depois do jogo, o auxiliar técnico Esteban Conde justificou por que Guillermo Maripán e Rodrigo Villagra ficaram entre os reservas, com Félix Torres, Ronaldo e Thiago Maia iniciando a partida em seus lugares por conta da condição física dos titulares habituais.
Segundo a comissão técnica, o zagueiro chileno vinha de um período de desgaste físico por disputar partidas seguidas e precisava ser poupado. Diante disso, a vaga na zaga ao lado de Gabriel Mercado ficou com Félix Torres. O resultado negativo, porém, fez a crítica apontar o defensor equatoriano como culpado pela estreia fraca.Quem contrata – e escala Félix Torres – não pode se surpreender com esse gol. Gabigol faz 1×0 no Beira-Rio. pic.twitter.com/0wB8Zf9gvH
— Lucas Collar (@LucasCollar) 6 de setembro de 2026
A decisão com Maripán e o descanso necessário
“Eu não gosto muito de falar de jogadores individualmente, mas, nesse caso, para explicar a você que vai direto a esse ponto: Maripán veio de uma sequência muito longa de jogos. Ele estava cansado e nós temos que procurar o melhor time”, disse Conde ao ser questionado sobre a ausência do defensor.
A situação de Villagra seguia um padrão semelhante. O argentino apresentava um incômodo na região posterior das coxas e, apesar de estar relacionado para o confronto, tinha restrição de minutos estabelecida pela comissão.
“Villagra também estava com um incômodo no posterior, também de uma sequência importante de jogos. Nossa comissão sempre está procurando ter disponíveis todos os jogadores e, para isso, temos que ter essa questão de cuidado com eles. Essa é a realidade”, explicou.
A entrada de Villagra e o desgaste do elenco
A intenção inicial era nem precisar utilizar o volante argentino durante toda a partida. Villagra foi acionado apenas porque Ronaldo já tinha cartão amarelo e apresentava desgaste crescente no segundo tempo, criando risco de expulsão.
“Não adianta ter um jogador com muito risco de lesão. Villagra estava para não mais de 15 minutos. Tínhamos a ideia de não utilizá-lo, mas Ronaldo estava com risco de expulsão, cansado, com amarelo. Por isso é que ele não jogou mais”, completou Conde sobre a estratégia de preservação do elenco.
O contexto de pressão sobre o Inter crescia conforme o campeonato avançava. O clube chegou a dez jogos sem vencer no Brasileirão, o que intensificava o escrutínio sobre cada decisão da comissão técnica e sobre o desempenho individual dos atletas em campo.
Conde sai em defesa de Félix Torres após erro
Félix Torres cometeu um erro defensivo logo no início da partida, permitindo que Gabigol recuperasse a bola e marcasse o primeiro gol do Santos. O equatoriano virou alvo de críticas justamente porque Maripán, seu principal concorrente na zaga, estava disponível no banco.
Conde, porém, rejeitou a individualização de responsabilidades. O auxiliar ressaltou que vários jogadores cometeram erros durante a sequência de resultados ruins, e que a comissão técnica também compartilhava responsabilidade pelas escolhas que não geraram o resultado esperado.
“Félix é um jogador que está na nossa equipe e é um dos nossos zagueiros para utilizar. Ele teve um detalhe hoje, como aconteceu com outros companheiros. A verdade é que os erros nos custaram muitos pontos, mas não é o Félix”, afirmou.
Uma reação coletiva em momento de pressão
Conde defendeu a necessidade de manter a coesão do grupo em vez de apontar culpados individuais.
“Passou com vários jogadores, passa a nós nas escolhas. Quando o momento é ruim, quando não se dão os resultados, é muito difícil. Mas apontar para um só… eu acho que disso saímos todos juntos, não apontando com o dedo para quem se equivoca”, declarou.
O auxiliar também sublinhou a importância de proteger a saúde emocional do elenco durante o período de pressão vivido pelo clube. Segundo Conde, erros fazem parte do futebol e o grupo precisa se manter unido para superar as dificuldades enfrentadas nas últimas partidas.
Antes de enfrentar a Chapecoense fora de casa, no próximo sábado (12), às 17h, na Arena Condá, o Inter terá uma semana livre para treinamentos. Nesse período, a comissão técnica deve monitorar de perto a recuperação física de Maripán e, sobretudo, o quadro de Villagra para definir quem estará à disposição na escalação da próxima rodada.



