Nenhuma equipe consegue vencer partidas sofrendo três gols de forma sistemática, e o Inter está vivenciando exatamente esse pesadelo. A defesa colorada alcançou uma marca histórica de insuficiência: três confrontos consecutivos com vazão idêntica de três tentos, transformando cada jogo numa batalha perdida antes do apito final.
A sequência começou no Gre-Nal da Arena, onde o Inter levou 3 a 1 e foi eliminado da Copa do Brasil. Depois vieram derrotas por 3 a 2 para o Bahia em Salvador no domingo (30) e 3 a 2 para o Santos no Beira-Rio em 7 de setembro.
Uma marca que não se via desde 1989
Essa série de fragilidade defensiva não tinha precedentes desde 1989, há quase 40 anos — nem mesmo durante o ano do rebaixamento em 2016. Ao longo de todo o século 21, o Inter jamais havia amargado três jogos seguidos com vazão tão sistemática.
Os números revelam a profundidade da crise: Matheus Cunha enfrentou nove gols em apenas uma semana, refletindo a desorganização total da retaguarda.
Quando se recua para 1989, encontra-se um período igualmente caótico. Em 24 dias, o Inter sofreu uma goleada de 4 a 0 do Goiás pela Copa do Brasil, depois um 3 a 0 para a seleção do Uruguai em amistoso. E finalizou a tríade com um 3 a 1 para o KV Mechelen belga na estreia do Troféu Joan Gamper.
A crise ofensiva que agrava tudo
A situação se torna ainda mais crítica porque une defesa frágil a um aproveitamento ofensivo incapaz de compensar a vulnerabilidade. O time está afundado na zona de rebaixamento do Brasileirão sob comando de Paulo Pezzolano, que cumprirá suspensão pelo terceiro cartão amarelo no confronto contra o Santos.
Com 37 gols sofridos. O Inter já ocupa a mesma marca do Bragantino, que está em nono lugar na tabela — uma posição que deveria estar reservada a equipes ofensivas e não defensivas. A defesa colorada nunca havia enfrentado um colapso tão profundo em tão pouco tempo.
O presidente Alessandro Barcellos havia garantido que Pezzolano seguiria apenas até o jogo contra o Santos, deixando claro que mudanças estruturais na comissão técnica são iminentes.
Gabigol marcou dois gols no confronto que enterrou o Inter na partida de sábado, exemplificando como a defesa vem sendo exposta até mesmo por atacantes que historicamente não eram prioridade ofensiva dos rivais. Até que a zaga encontre estabilidade, cada partida continuará sendo uma montanha impossível de escalar.



