No aniversário de Falcão, relembre suas passagens como técnico do Inter
Ídolo como jogador, Falcão teve resultados desiguais nos três períodos como técnico, conquistando um título gaúcho em 2011, mas enfrentando dificuldades para se manter no cargo.
Ricardo Duarte/S.C. Internacional Nesta sexta-feira (16), Paulo Roberto Falcão chega aos 73 anos como um dos nomes mais lembrados pela torcida do Internacional. Apelidado de Rei de Roma pela atuação histórica como volante, ele também passou pelo banco de reservas do clube em três ocasiões distintas, em 1993, 2011 e 2016, períodos marcados por resultados bem diferentes entre si.
Ao longo dessas três experiências no comando técnico, Falcão viveu de tudo um pouco: conquistou um título estadual, mas também enfrentou dificuldades para se manter no cargo por muito tempo.
O primeiro desafio em 1993
A trajetória de Falcão como treinador começou quando o Internacional buscava se reorganizar após a saída de Ênio Andrade. Naquele ano, o ídolo histórico assumiu a equipe com o desafio de reproduzir no banco de reservas parte do sucesso que havia conquistado dentro de campo.
Durante aquela primeira passagem, o Colorado disputou 14 partidas sob o comando de Falcão: foram cinco vitórias, quatro empates e cinco derrotas, com aproveitamento de 50%, insuficiente para avançar no Campeonato Brasileiro. A temporada terminou sem grandes realizações, e Falcão não permaneceu no cargo para a sequência.
O título Gaúcho de 2011
Quase duas décadas depois, Falcão retornou ao Beira-Rio em abril de 2011, substituindo Celso Roth. Os torcedores colorados receberam o ídolo com esperança, apostando que sua experiência elevaria o desempenho da equipe no comando técnico.
O destaque daquela passagem foi a conquista do Campeonato Gaúcho, com uma final épica contra o Grêmio. Após perder o primeiro jogo por 3 a 2 no Beira-Rio, o Internacional igualou o placar na volta disputada no Olímpico, com gols de Leandro Damião, Andrezinho e D’Alessandro. A disputa terminou com vitória colorada nos pênaltis por 5 a 4.
A conquista ganhou dimensão extra por marcar o último título profissional do rival no antigo Estádio. Porém, o desempenho não se manteve — o Internacional acabou eliminado da Libertadores pelo Peñarol, depois de ficar no empate em 1 a 1 fora de casa e sofrer uma derrota por 2 a 1 diante de sua torcida. No Brasileirão, a irregularidade tomou conta durante a passagem de Falcão.
Três derrotas consecutivas para Vasco, Corinthians e São Paulo fizeram Falcão deixar o cargo em julho, em meio a divergências com a direção. Ele encerrou a segunda passagem com 19 jogos, oito vitórias, quatro empates e sete derrotas.
A breve tentativa de 2016
Em julho de 2016, o Internacional ofereceu uma nova chance ao ex-volante após a saída de Argel Fucks, num momento em que o clube enfrentava dificuldades no Campeonato Brasileiro. A terceira passagem, porém, mostrou-se a mais breve de todas.
Em apenas 27 dias, Falcão dirigiu o Colorado em cinco partidas, conquistando apenas dois empates e três derrotas. Sem nenhuma vitória, o técnico deixou o comando em agosto diante da sequência negativa.