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Revista Colorada

Justiça derrubou patrocínio da Fatal Model do Corinthians, próximo rival do Inter

Corinthians terá 15 dias para remover a marca de seus uniformes, espaços esportivos e canais digitais.

Rodrigo Simões

Próximo adversário inter recebe propostaCréditos: Reprodução/Corinthians

A Justiça de São Paulo suspendeu, em decisão liminar da Vara da Infância e Juventude do Foro Regional do Tatuapé, o patrocínio da Fatal Fans no Corinthians.

O Ministério Público do Estado acionou a Justiça por considerar que a publicidade da plataforma de conteúdo adulto, administrada pela Fatal Model, oferece risco à integridade emocional e ao desenvolvimento de crianças e adolescentes. Procurado pela imprensa, o clube informou que ainda não havia sido notificado no momento do posicionamento.

A decisão dá ao Corinthians 15 dias para remover a marca dos uniformes, espaços esportivos, canais digitais e outras áreas, além de desativar links para o site da patrocinadora. O clube também deverá adotar mecanismos de verificação de idade para restringir o acesso de menores aos conteúdos do patrocinador, e o processo corre em sigilo judicial.

A liminar abrange qualquer contrato do Corinthians com empresas responsáveis por plataforma online de conteúdo adulto e veta a exposição, a divulgação ou a promoção da marca.Pontos-chave

Pontos-chave da decisão sobre o patrocínio da Fatal Fans ao Corinthians
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Justiça de São Paulo suspendeu, em liminar, o patrocínio da Fatal Fans no Corinthians por risco a crianças e adolescentes.
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Corinthians tem 15 dias para remover a marca de uniformes, espaços esportivos, canais digitais e desativar links para a patrocinadora.
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Liminar veda contratos com plataformas online de conteúdo adulto e obriga verificação de idade; processo corre em sigilo judicial.
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Contrato firmado em junho rendia R$ 22 milhões ao clube, com renovação possível para R$ 31 milhões até 2027.
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Fatal Fans apareceu em vários uniformes e ofereceu pagar salários de atleta do futebol feminino; clube citou dívida de R$ 2,8 bilhões como contexto financeiro.
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Proposta da Fatal Model de R$ 120 milhões anuais para espaço máster enfrenta impasse por MP das bets e decisão judicial; clube e patrocinadora ainda negociam

O contrato milionário que gerou controvérsia

Firmado em junho e válido até 2027, o acordo rendia R$ 22 milhões aos cofres corintianos. A renovação por 12 meses poderia elevar o valor a R$ 31 milhões. A marca estampava o calção do time masculino, enquanto o uniforme feminino exibia a campanha “Respeita as Mina”.

Em setembro, o clube precisou trocar o lado de exibição da logo após reclamação formal da Nike. A fornecedora de material esportivo não queria o símbolo no mesmo lado que o dela. A marca passou então para o lado direito do calção, acima do símbolo do Corinthians.

A Fatal Fans também apareceu nos uniformes de futsal e basquete. No futebol feminino, a patrocinadora se dispôs a pagar os salários da atacante Gisela Robledo durante a renovação do contrato da jogadora, válido até 31 de agosto de 2027. E exibiu uma campanha sobre violência contra a mulher.

Esses recursos ajudavam a sustentar modalidades inteiras enquanto o clube tentava equilibrar as contas diante de uma dívida de R$ 2,8 bilhões.

Proposta maior e impasse nas bets

Após a publicação da medida provisória das bets, a Fatal Model propôs ocupar o espaço máster do uniforme corintiano por R$ 120 milhões anuais. A oferta, porém, esbarra na possível rejeição da MP pelo Congresso Nacional, que tem 120 dias para deliberar sobre o tema, e na decisão judicial contra a marca.

A diretoria também não quer prejudicar a relação com a Esportes da Sorte, atual patrocinadora de apostas do clube. Corinthians e patrocinadora ainda não definiram como agir após o veto às bets. A possibilidade de congelar o contrato até a definição final pelos parlamentares não está descartada.

O Corinthians informou que “conduzirá, em conjunto com a empresa e seus respectivos departamentos jurídicos, as tratativas necessárias para o adequado encaminhamento da questão”.

A Fatal Fans, por sua vez, declarou respeito pelas instituições e famílias, destacando conformidade com o ECA Digital e controles rigorosos de verificação de idade.

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