Adversário do Inter quer tirar árbitro gaúcho de seu jogo
CBF negou o pedido e manteve Jonathan Benkenstein Pinheiro na arbitragem do confronto entre Coritiba e Vitória neste sábado.
O Vitória tentou impedir a escalação do árbitro gaúcho Jonathan Benkenstein Pinheiro para o jogo contra o Coritiba. Neste sábado (31), no Couto Pereira, mas a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) negou o pedido. A tentativa está ligada à briga do Internacional contra o rebaixamento.
A equipe baiana recorreu à Federação Baiana de Futebol para tentar barrar a escalação do árbitro gaúcho, sob o argumento de que Internacional e Grêmio também disputam a permanência na Série A. A CBF respondeu que a comissão de arbitragem não altera escalas sem um “motivo de peso”.
Situação complica para quem joga fora
Com 38 pontos, o time baiano ocupa a 14ª posição e tem campanha irregular fora de casa. Em 15 jogos como visitante nesta edição do Brasileirão, o Vitória não venceu nenhum: são dez derrotas e cinco empates, e é o único time da competição com esse retrospecto.
A fragilidade fora de casa ajuda a explicar a preocupação do Vitória com qualquer fator que possa pesar contra o time na reta final da temporada. A CBF, porém, respondeu que a escala segue os critérios técnicos de sempre.
Colorado também sofre na briga por pontos
O Internacional permaneceu com 35 pontos após a derrota mais recente e está na 17ª colocação da tabela. A proximidade com a zona de rebaixamento torna cada rodada decisiva para o time gaúcho até o fim do campeonato.
O Internacional volta a jogar na próxima terça-feira (3), às 21h30, no Beira-Rio, novamente contra o Coritiba. A partida ocorrerá na sequência do episódio envolvendo a arbitragem do jogo entre paranaenses e baianos.
A tentativa de troca de árbitro mostra o peso de cada detalhe na luta contra o rebaixamento. Para o torcedor colorado, o foco segue na recuperação de pontos contra o próprio Coritiba, na sequência do calendário.
Por que um árbitro gaúcho preocupa o Vitória
O Vitória temia que um árbitro do mesmo estado de Internacional e Grêmio, o Rio Grande do Sul, pudesse favorecer inconscientemente esses rivais diretos na briga contra o rebaixamento. A reclamação se baseava na possibilidade de que a proximidade geográfica e profissional entre o árbitro e os clubes gerasse uma predisposição.
Mesmo involuntária, em decisões que afetassem indiretamente a campanha do time baiano.
Quando a CBF poderia mudar a escala de árbitro
De acordo com a resposta da CBF, a comissão de arbitragem só altera as escalas quando há um “motivo de peso”. A resposta não especificou o que caracteriza esse motivo, mas a reclamação do Vitória, baseada na origem geográfica do árbitro, não foi considerada suficiente para justificar a mudança.
Pelo critério informado, questões de saúde, impedimentos técnicos ou situações excepcionais seriam mais relevantes do que afinidades regionais.