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Revista Colorada

Inter toma decisão drástica e irá apelar à CBF

Barcellos será julgado no STJD em 5 de novembro após xingar árbitros, enquanto o Inter tenta escapar do rebaixamento na reta final.

Rodrigo Simões

Veja disse alessandro barcellos gravesCréditos: Ricardo Duarte/Internacional

O Inter intensificou sua pressão sobre a arbitragem após a derrota por 2 a 1 para o Fluminense no Maracanã. O presidente Alessandro Barcellos saiu do estádio acusando o árbitro Lucas Casagrande e o VAR, operado por Héber Roberto Lopes, de terem “assaltado” o clube. A reclamação não foi pontual.

A direção colorada vê um padrão de erros que prejudica o clube na reta final do campeonato. Para os dirigentes, o Inter não é o único prejudicado, mas está entre os principais. A reunião com a CBF, realizada na quinta-feira, faz parte da estratégia para reduzir o risco de novos episódios nas rodadas decisivas da luta contra o rebaixamento.

Os lances que alimentam a indignação

As reclamações se concentraram em lances específicos da partida, e no início, o Inter pediu a marcação de um pênalti, que não foi assinalado. Renê não foi expulso depois de uma entrada forte sobre Ronaldo no segundoo tempo, e depois, cometeu outra falta sem receber o cartão vermelho.

Na primeira etapa, Thiago Silva cometeu um puxão na área, e os colorados cobraram pênalti. Após o apito final, o técnico Eduardo Baptista reforçou a insatisfação e afirmou que a arbitragem havia alterado o resultado.

Pressão e consequências

Logo após a partida, o Inter divulgou uma nota oficial em que manifestou indignação com as decisões. Barcellos foi além: pediu árbitros mais experientes nos jogos que definem a tabela e criticou o uso de profissionais inexperientes nessa fase decisiva.

A mobilização custou caro ao dirigente. Casagrande relatou na súmula que Barcellos dirigiu palavrões “aos gritos e de forma agressiva” antes de deixar o estádio. O presidente foi denunciado e comparecerá a julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) no dia 5 de novembro.

Enquanto aguarda o julgamento, o Inter precisa manter o foco no campo. O time volta a jogar na terça-feira contra o Coritiba, no Beira-Rio, pela 34ª rodada, em que cada ponto é decisivo na luta pela permanência na Série A.

Como a pressão por arbitragem afeta a preparação para jogos decisivos

Enquanto tenta se concentrar na reta final contra o rebaixamento, o Inter mantém uma mobilização paralela contra decisões arbitrais. A direção precisa lutar por pontos em campo e, ao mesmo tempo, proteger o clube nos bastidores do que considera um padrão prejudicial.

Essa dupla exigência, entre desempenho esportivo e defesa institucional, consome energia em um momento em que cada rodada influencia as chances de permanência na Série A.

Quando a reclamação pública traz consequências imediatas

A manifestação de Barcellos teve consequência imediata. O árbitro Lucas Casagrande registrou em súmula que o presidente dirigiu-se a ele com palavrões “aos gritos e de forma agressiva”. O registro levou à denúncia no Superior Tribunal de Justiça Desportiva e obrigou Barcellos a comparecer a julgamento.

A crítica privada à CBF costuma não gerar consequências, e já a manifestação pública e agressiva contra autoridades da arbitragem em campo pode ser punida pelas regras desportivas.

Pontos-chave
Pontos-chave da matéria
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Inter intensificou pressão sobre a arbitragem após derrota por 2 a 1 para o Fluminense no Maracanã.
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Direção do Inter denuncia padrão de erros e buscou reunião com a CBF para reduzir riscos nas rodadas decisivas.
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Principais reclamações: pênalti não marcado no início, puxão de Thiago Silva e entradas de Renê sem expulsão.
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Presidente Alessandro Barcellos acusou árbitro e VAR de ‘assaltar’ o clube e pediu árbitros mais experientes.
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Barcellos foi denunciado após registro na súmula sobre xingamentos e irá a julgamento no STJD em 5 de novembro.
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Inter precisa conciliar mobilização contra a arbitragem com foco em campo na luta pela permanência na Série A.


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