O Internacional recebeu um dos avisos mais temidos pelo departamento de futebol: a FIFA confirmou, nesta terça-feira, a aplicação de um transfer ban, impedindo o clube de registrar novos jogadores, vender atletas ou até mesmo inscrever membros da comissão técnica. A punição vale até que todas as dívidas pendentes sejam quitadas, e coloca o Colorado sob enorme pressão em um momento decisivo de planejamento para a temporada de 2026.
A entidade não detalhou oficialmente qual negociação gerou o bloqueio, mas nos bastidores a direção trabalha com duas frentes principais. A primeira envolve parcelas do empréstimo de Johan Carbonero, que chegaram a gerar notificações recentes ao clube. A segunda diz respeito ao litígio com o Lanús, que contesta valores referentes à contratação de Braian Aguirre e cobra o pagamento imediato. A soma das pendências pesou, e a FIFA decretou o impedimento temporário.
O grande problema para o Inter é o calendário. A janela de transferências abre em janeiro e o clube precisa resolver o impasse antes disso. Caso contrário, corre o risco de iniciar o Campeonato Gaúcho, no dia 11, sem conseguir regularizar reforços ou até mesmo eventuais substitutos para possíveis saídas do elenco. E o alerta vai além: o Brasileirão começa em 28 de março, e qualquer atraso no desbloqueio compromete a montagem do time.
A direção trata o caso como prioridade absoluta. A ordem interna é acelerar negociações, renegociar prazos e buscar acordos imediatos para suspender a sanção o quanto antes. Isso porque, além da pressão esportiva, o transfer ban também afeta diretamente o ambiente político em um ano que já é marcado por turbulências, críticas e cobrança intensa da torcida.
Se as pendências não forem solucionadas, o Inter viverá um início de temporada dramático: sem reforços, sem possibilidade de vendas e com a preparação travada por uma punição que expõe falhas de gestão e problemas acumulados nos bastidores.
A missão agora é clara — e urgente: pagar, negociar e desbloquear. O tempo é curto e a margem para erro é mínima.



