O Inter apresentou Eduardo Baptista como novo técnico nesta quinta-feira, mas o comandante não pretende ter pressa para bater o martelo sobre um problema que incomoda o clube: a definição de quem será o goleiro titular diante do Corinthians, no dia 7, em casa. O novo técnico será avaliador antes de decidir — quer observar os treinos, conversar com o treinador especializado e depois eleger o titular.
A indefinição no gol não nasceu com a chegada do novo comando. Matheus Cunha se estabeleceu como titular, acumulou gols sofridos e abriu espaço para críticas da torcida, recolocando Anthoni na disputa. Agora, sob nova avaliação, nenhum dos dois tem garantia de nada.
Novo técnico prioriza observação antes de decidir
O impasse na meta colorada não é novo e já existia antes da chegada do novo treinador. Em setembro, o Inter já havia reabererto a disputa pela posição, com Anthoni voltando a aparecer como possibilidade. Anthoni ganhou sua chance mais recente contra o São Paulo após Matheus Cunha apresentar síndrome gripal. A mudança aconteceu ainda no comando de Paulo Pezzolano, mas agora todos os concorrentes passam por uma nova avaliação sob Baptista.
O treinador não escondeu sua metodologia: “Eu já conheço o nosso treinador de goleiros há muito tempo. Passei confiança para ele e falei que vou estar ao lado dele para a gente tomar a melhor decisão. Pedi um tempo nesta semana e no início da semana que vem. Nós ainda temos um período antes do nosso jogo para que eu possa tirar as melhores conclusões, avaliar, ouvir o treinador de goleiros e tomar a decisão que seja melhor para o Inter”, disse Baptista ao Zonamista.
Ele deixou claro que não se prenderá ao desempenho recente de cada candidato — o retrospecto conta menos que a capacidade presente.
Rochet entra na equação
Sergio Rochet complica (ou enriquece) a análise que Baptista fará nos próximos dias. Recuperando-se de uma cirurgia para corrigir uma hérnia de disco, o uruguaio tem evoluído a cada etapa do tratamento.
A volta do Brasileirão sempre foi vista como uma data possível para o reaparecimento de Rochet nos planos do clube, mas para enfrentar o Corinthians ele ainda precisa avançar nas etapas físicas e técnicas estabelecidas pelo departamento médico.
A pressão que recaiu sobre Cunha
Matheus Cunha carregou a maior parte do peso enquanto Rochet se recuperava. Em dez partidas seguidas como titular, o goleiro sofreu 13 gols — sendo 9 deles em apenas três jogos contra Bahia, Grêmio e Santos. Antes da partida contra a Chapecoense, torcedores também pediram uma mudança no gol. A sequência intensa de vazamentos alimentou o clamor pela substituição.
Até dezembro, o Inter terá 10 compromissos pela frente para frear a queda e evitar o segundo rebaixamento de sua história. Baptista sabe que a escolha do goleiro é apenas o primeiro passo de uma reconstrução maior que seu tempo será crucial em definir.



