Paulo Pezzolano e Fabinho Soldado seguem no comando do Internacional pelo menos até sábado, quando o time enfrenta a Chapecoense na Arena Condá. Depois da derrota por 3 a 2 para o Santos no domingo passado, no Beira-Rio, a direção colorada reafirmou a confiança na dupla.
Fabinho concedeu entrevista coletiva logo depois da derrota e reiterou que não há mudanças à vista. O executivo disse que Pezzolano permaneceria no cargo e que a responsabilidade pelos problemas não recai apenas sobre o técnico: também envolve falhas individuais dos jogadores em campo.
Pressão interna, mas estrutura mantida
Nos bastidores, a tensão cresceu nas horas após a derrota para o Santos. Dirigentes e assessores discutiram a possibilidade de mudanças no comando técnico para reagir à crise que mantém o Inter na zona de rebaixamento.
Apesar da movimentação nos corredores do clube, prevalece internamente a avaliação de que trocar o técnico não resolveria os problemas. A direção entende que Pezzolano não é o principal culpado pela campanha ruim e que os erros dos jogadores têm impacto decisivo nos resultados. Por isso, o clube mantém a mesma estrutura e espera uma reação do grupo.
Dez jogos sem vencer e o teste do fim de semana
Desde maio, o Internacional está há dez jogos sem vencer no Brasileirão, sequência que explica a pressão crescente por mudanças. Esse retrospecto e a posição no campeonato fazem do próximo duelo um teste da capacidade do técnico e do elenco de responder à crise.
Os jogadores retomam as atividades nesta terça-feira pela manhã, com foco na preparação. Pezzolano, suspenso no jogo contra o Santos, volta a dirigir os trabalhos. Fabinho justificou a permanência do técnico ao destacar a confiança no trabalho e a esperança de melhora com a mesma comissão técnica.
A avaliação é compartilhada pelo diretor técnico Abel Braga, que apoia a continuidade de Pezzolano na reta final do Brasileirão.



