Após sofrer derrota de 3 a 2 para o Santos no domingo o Internacional retornou aos Treinamentos nesta terça-feira marcado por novo episódio de protesto.
Torcedores das quatro principais organizadas do clube ocuparam o Centro de Treinamentos Parque Gigante desde a manhã, deixando claro que a paciência com a sequência desastrosa no Brasileirão chegou ao fim. A tensão entre instituição e torcida reflete uma crise que transborda os limites do campo.
No pátio do estádio, após a derrota de domingo, a multidão exigiu a renúncia do presidente Alessandro Barcellos e prometeu retornar diariamente até que mudanças concretas ocorressem.
Jogadores do Inter saíram escoltados pela Brigada Militar do CT. Toda delegação junta e sob muitos protestos dos torcedores. pic.twitter.com/l7nqQDLJGZ
— Thiago Stormovski (@_thiagostorm) 8 de setembro de 2026
Organizadas marcam presença e buscam diálogo
Popular, Camisa 12, Nação Independente e Super Fico concentraram membros no CT desde cedo. O objetivo era simples: conversar com alguma liderança do elenco, com o técnico Paulo Pezzolano ou com um representante da diretoria. Os atletas chegaram em comboio, com escolta da Polícia Militar, no início da tarde.
Durante a manifestação, um rojão foi detonado, amplificando o tom de revolta que marca estes dias.
No sábado anterior, líderes já haviam buscado diálogo direto, encontrando-se com o executivo de futebol Fabinho Soldado, o diretor técnico Abel Braga e capitães como Bruno Henrique, Alan Patrick e Gabriel Mercado. A reunião não evitou o desastre de domingo, e agora a pressão retorna em escala maior.
Direção mantém aposta em Pezzolano
A administração colorado optou por manter Paulo Pezzolano no cargo, assim como confirmou sua confiança no executivo Fabinho Soldado. O dirigente foi direto ao ponto: “fato novo seria ganhar um jogo”, sugerindo que qualquer mudança virá dos resultados dentro de campo, não de decisões administrativas imediatas.
Essa postura de continuidade contrasta radicalmente com a ansiedade que domina os torcedores. A longa sequência sem triunfos alimenta a descrença de que a atual estrutura técnica e administrativa consiga reverter o quadro.
Números que acusam e perspectiva à frente
O Colorado permanece como o único time da Série A que não conquistou vitória no Brasileirão desde a Copa do Mundo. Acumula 10 partidas sem vencer na competição, com seis derrotas nesse período. A tabela de classificação coloca o time na 18ª posição, com 25 pontos, distante apenas três do Mirassol, primeira equipe fora da zona de rebaixamento.
No sábado, o Internacional enfrenta a Chapecoense às 17h, na Arena Condá, em Chapecó. A partida é mais que um simples compromisso — representa uma última cartada para frear o colapso institucional que se desenha, tanto dentro quanto fora dos gramados.



