Lisca, ex-treinador do Internacional e do América, pediu a demissão de Carlo Ancelotti após a eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. O resultado de 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final levou o ex-técnico a fazer o pedido durante participação na Rádio Gaúcha.
O comentarista questionou as escolhas táticas de Ancelotti, especialmente a ausência de cobradores de bola parada. Segundo Lisca, Matheus Cunha é o único responsável por essas cobranças, e a Seleção não tinha sequer um batedor de pênalti. Para ele, isso foi um erro grave no planejamento de um time formado no universo do futebol brasileiro.
“Quem é o batedor de bola parada do Brasil hoje? Matheus Cunha, o nove. Planejar um time de futebol e não ter um batedor de bola parada, sendo que o Brasil é o seu universo, é um erro muito grave. Não temos batedor de pênalti, quanto mais de bola parada.”
As críticas táticas a Carlo Ancelotti na Copa
Lisca cobrou a demissão de Ancelotti e disse, segundo o CNN Brasil, que o técnico violentou as características do futebol brasileiro. O ex-técnico do Internacional também criticou a entrada de Neymar no segundo tempo e apontou que a substituição prejudicou o desempenho da equipe.
De acordo com Lisca, a Seleção não deveria ter um treinador estrangeiro no comando. Embora tenha reconhecido que Ancelotti é um vencedor, o ex-treinador do Internacional disse que o italiano não conhece o futebol brasileiro.
“Não pode a Seleção Brasileira ter um treinador estrangeiro, não pode. Desculpa, com todo respeito. Ele é um monstro, um vencedor, mas ele não conhece o futebol brasileiro. Ontem ele violentou as características do futebol brasileiro. Nós perdemos covardemente. Nas últimas substituições, ele baixou as linhas (de marcação) do time, jogou o Neymar de falso nove e trouxe a Noruega para dentro do nosso campo.”
A segunda pior campanha da história
Com a eliminação nas oitavas de final, o Brasil encerrou a Copa do Mundo de 2026 na 11ª colocação, a segunda pior campanha nas 23 participações em Mundiais. O resultado iguala o de 1966, quando a Seleção foi eliminada ainda na fase de grupos, embora apenas 16 seleções disputassem aquele torneio.
A única campanha ainda pior ocorreu em 1934, quando o Brasil terminou em 14º lugar após disputar apenas uma partida na oitava de final, perdendo para a Espanha por 3 a 1. Sob o comando de Ancelotti na Copa de 2026, a Seleção acumulou 10 vitórias, 3 empates e 4 derrotas em 17 jogos.
O futuro de Ancelotti na seleção
Apesar dos pedidos de demissão, Ancelotti renovou contrato com a CBF e permanece no cargo com vínculo até a Copa de 2030. O técnico deixará de receber bônus de 5 milhões de euros que estava previsto em caso de título Mundial.
O treinador italiano afirmou que a derrota marca o começo de um novo ciclo e não o final do projeto.
Sobre a questão levantada por Lisca a respeito dos cobradores de pênaltis, a comissão técnica fez um levantamento estatístico para definir a ordem e escolheu Bruno Guimarães, o quarto melhor no levantamento. A informação, porém, não foi comunicada adequadamente antes do torneio.



