A derrota do Internacional para o Santos levou o clube a discutir mudanças urgentes no comando técnico. Na segunda-feira, o presidente Alessandro Barcellos reuniu lideranças para avaliar alternativas que possam tirar a equipe da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.
Roberto Siegmann, ex-dirigente que passou pelo Colorado em 2011, entrou na discussão por indicação de Leonardo Aquino, um dos três pré-candidatos à presidência. Na reunião, Siegmann chegou a ser cogitado para assumir uma função de comando no setor de futebol e teria sugerido contratar Clemer.
Ex-goleiro que não trabalha como treinador profissional desde 2018, quando estava no Brasil de Pelotas, para substituir Paulo Pezzolano.
Lideranças discutem nomes e históricos
Participaram da reunião os três pré-candidatos à presidência — José Alfredo Amarante, Roberto Melo e Leonardo Aquino — e Gustavo Juchem (presidente do Conselho Deliberativo). Também participaram os vice-presidentes eleitos Dalton Schimitt e Ivandro Morbach e Cauê Vieira (secretário-geral do Conselho de Administração). A proposta de trazer Siegmann como vice-presidente de futebol até dezembro também ganhou espaço nas discussões.
As trajetórias dos dois nomes sugeridos, porém, apresentam desafios. Siegmann enfrentou dificuldades administrativas e fracassos durante sua passagem pelo Inter em 2011, enquanto Clemer está afastado do comando técnico profissional há anos. Apesar dessas ressalvas, o nome do ex-goleiro segue sendo considerado como uma solução possível para a crise.
Questões financeiras intensificam urgência
Além dos nomes para o futebol, o encontro abordou problemas estruturais que aumentam a pressão sobre a direção. Os atrasos salariais dos atletas persistem, e o transfer ban da Fifa, vigente desde o mês passado, impede o registro de novos reforços. O Conselho Fiscal cobra explicações sobre o uso de cartões corporativos e recomenda analisar a possibilidade de recuperação judicial.
A decisão mantém Paulo Pezzolano e seu auxiliar Fabinho até o confronto contra a Chapecoense. Também houve apoio ao adiamento da eleição presidencial para o final de dezembro, embora a proposta não tivesse sido bem recebida.



