Paulo Pezzolano enfrenta pressão crescente no Internacional após a eliminação para o Grêmio nas quartas de final da Copa do Brasil e o desempenho abaixo do esperado no Campeonato Brasileiro. A diretoria não garante a continuidade do uruguaio em caso de novo tropeço, o que abre espaço para a discussão de alternativas no mercado de treinadores.
Diversos profissionais experientes estão disponíveis no mercado e despertam interesse da diretoria. As opções incluem nomes que conhecem a estrutura gaúcha e treinadores com experiência em grandes competições, com perfis distintos para o cargo.
Lisca: a entrada sem burocracias
Sem vínculo contratual, Lisca seria a solução mais direta para uma transição ágil. Ele conhece o futebol gaúcho e assumiria o Inter sem negociações internacionais ou rescisões pendentes, o que permitiria uma integração rápida à estrutura do clube.
Sua trajetória em campeonatos regionais e estaduais o deixou familiarizado com os desafios específicos do Sul. Essa proximidade com a realidade local facilitaria as decisões táticas desde o primeiro dia, sem o tempo de adaptação exigido por técnicos de fora.
Jair Ventura: competência sob pressão
Atualmente no Vitória, Jair Ventura atravessa um momento turbulento: sofreu quatro derrotas seguidas e foi eliminado pelo Vasco na Copa do Brasil. Apesar disso, mantém uma campanha respeitável como mandante no Campeonato Brasileiro, sinal de que consegue competir em momentos decisivos.
A diretoria colorada poderia procurá-lo para substituir Pezzolano. Jair tem experiência em grandes estruturas, e sua gestão mostrou competência mesmo sob crise. A capacidade de manter a equipe competitiva em contextos adversos interessa ao Internacional, que busca estabilidade tática.
Abel Braga: continuidade desde dentro
Como diretor esportivo, Abel Braga conhece o elenco e os planos estratégicos do Inter. Promovê-lo ao banco de reservas manteria a continuidade administrativa, sem a instabilidade de trazer uma figura externa.
Sua experiência recente como técnico interino na última rodada do Brasileirão mostrou que consegue gerenciar crises: salvou o clube do rebaixamento para a Série B. O conhecimento tático e o relacionamento consolidado com o grupo fazem dele uma opção viável para uma transição sem rupturas.
Zubeldia: credibilidade no mercado sul-americano
Luis Zubeldia segue livre após deixar o Fluminense e leva a experiência acumulada em competições de alto nível. O treinador argentino traz visibilidade no mercado e já demonstrou competência na gestão de elencos importantes.
Sua disponibilidade permite ao Inter contratar um profissional com currículo recente em grandes competições, algo que agradaria à torcida, que busca soluções técnicas testadas no alto nível. A gestão de equipes robustas no futebol sul-americano o diferencia dos demais candidatos.
Machado e Carpini: raízes gaúchas, caminhos distintos
Roger Machado e Carpini completam o leque de alternativas com experiências diferentes no Rio Grande do Sul. Machado dirigiu equipes do Gre-Nal em momentos distintos e acumula passagens por grandes clubes, enquanto Carpini construiu sua trajetória no desenvolvimento tático de equipes menores que ganharam competitividade.
A escolha entre esses nomes — ou qualquer outro do grupo — dependerá da filosofia que a diretoria colorada deseja implementar. Cada um oferece um caminho diferente: estabilidade rápida, continuidade interna, experiência no Internacional ou raízes regionais consolidadas.



