Atual técnico do Inter fez história comandando o Mirassol
Calebe é o favorito para substituir Alan Patrick no meio-campo do Colorado neste confronto direto contra o rebaixamento.
Créditos: Divulgação/Mirassol Eduardo Baptista reencontra neste sábado (18 de outubro) o time que o transformou em ídolo. Hoje à frente do Internacional na luta contra o rebaixamento, o técnico comandou o Mirassol entre setembro de 2020. E março de 2022, período em que iniciou uma verdadeira revolução no clube paulista.
Sob sua gestão, o Leão Caipira conquistou a Série D, avançou de forma inédita na Copa do Brasil ao eliminar o Grêmio. E construiu a base que levou o clube à Libertadores nesta temporada, seu melhor resultado histórico.
O duelo de sábado é um confronto direto na luta contra o rebaixamento no Brasileirão e marca o reencontro de Baptista com a equipe que marcou sua carreira.
O refúgio encontrado na Série D
Baptista chegou ao Mirassol após uma sequência de passagens fracassadas por grandes clubes como Palmeiras, Fluminense e Athletico Paranaense, além de breves períodos em Vila Nova e CSA. O técnico buscava um projeto que permitisse trabalho consistente e de longo prazo, longe da instabilidade que vinha vivendo.
A oportunidade no futebol paulista exigiu um passo atrás: descer duas divisões em meio à alteração do calendário provocada pela pandemia de Covid-19, e em seu primeiro desafio, Baptista conquistou o acesso.
Em 24 jogos na Série D, acumulou 15 vitórias, cinco empates e apenas quatro derrotas. A campanha levou o Mirassol à vice-liderança na fase inicial e à classificação nas fases eliminatórias contra Caxias, Brasiliense, Aparecidense e Altos.
Na decisão contra o Floresta, o clube confirmou o acesso inédito, e a diretoria respondeu com a renovação do contrato por mais uma temporada.
A marca de Baptista no futebol paulista
O Mirassol já havia surpreendido o país em 2020 ao eliminar o São Paulo nas quartas do Paulistão, mesmo após perder 18 jogadores durante a pandemia. A vitória no Morumbis levou o clube ao terceiro lugar no estadual, seu melhor desempenho até hoje no torneio.
Com Baptista no comando, o time repetiu a semifinal no ano seguinte, mas foi eliminado pelo São Paulo de forma mais contundente. A Série C, por sua vez, trouxe frustração: apesar de chegar como campeão da Série D, a equipe terminou na 16ª colocação.
Dias antes de partir para o Juventude, o técnico liderou o Mirassol com um homem a menos por mais de meia hora. O time venceu o Grêmio na Copa do Brasil, resultado que consagrou Baptista como ídolo entre os torcedores paulistas.
Desfalque no banco Colorado
Para o duelo de sábado, o Internacional não poderá contar com Alan Patrick, que está fora por lesão muscular. A ausência tira do campo um dos principais criadores de jogo da equipe na reta final da temporada, em um momento crítico da briga contra o rebaixamento.
Baptista, agora do outro lado, carrega consigo a experiência de quem vivenciou de perto o crescimento do Mirassol. Sua volta representa mais que um simples duelo técnico: é o reencontro entre um homem e o projeto que o devolveu ao prestígio no futebol brasileiro.
Quem tem mais chances de substituir Alan Patrick contra o Mirassol?
Calebe é o favorito para ocupar a vaga do camisa 10. O técnico Eduardo Baptista mencionou publicamente que ele pode ser “esse homem”, indicando confiança na capacidade do jogador de assumir o papel. Bruno Henrique é a segunda opção, já que já entrou em campo quando Alan Patrick se lesionou e conseguiu manter algum controle tático.
Carbonero aparece como terceira alternativa, mas é menos provável porque prefere atuar no ataque e a comissão técnica o vê principalmente como segundo atacante.