O empresário Delcir Sonda doou R$ 20 milhões ao Inter para quitar atrasos com o elenco na sexta-feira (11). E deve se tornar uma peça relevante na disputa que definirá o comando do Colorado no fim do ano. A confirmação da doação reforça o peso do conselheiro nos bastidores, justamente quando seu mandato de seis anos se aproxima do fim.
A expectativa é que ele renove o cargo de conselheiro e figure entre os primeiros nomes da chapa do Movimento Inter Grande (MIG). Também não está descartada sua entrada como vice-presidente eleito, para fazer parte do Conselho de Gestão, desde que sua disponibilidade pessoal permita.
O histórico de Sonda com o Colorado
Dono de uma rede de supermercados e investidor da DIS Esportes, Sonda chegou a cobrar cerca de R$ 60 milhões do Internacional na Justiça. Em um embate que mostra a complexidade da relação financeira entre as partes.
Ainda assim, segue tratado como parceiro histórico da instituição, com doações e empréstimos que ajudaram a viabilizar contratações como as de D’Alessandro e Kleber.
Em 2023, ele disputou a presidência ao lado de Roberto Melo, mas a chapa perdeu para o grupo liderado por Alessandro Barcellos, que segue no comando. Mesmo derrotado nas urnas, manteve o assento no Conselho e continuou próximo dos bastidores da gestão colorada.
Aproximação com Roberto Melo
Roberto Melo, conselheiro e pré-candidato à presidência do Inter, intermediou a doação mais recente e fez a ponte entre Sonda e a diretoria de Barcellos para viabilizar a transferência dos recursos. A articulação nasceu de conversas telefônicas nas últimas semanas, que resultaram no encontro pessoal dos dois em São Paulo.
Na eleição do fim do ano, Melo deve concorrer à presidência do Inter contra Alessandro Barcellos, que tenta a reeleição. O apoio financeiro de Sonda dá ao grupo de oposição um argumento para se mostrar mais competitivo no mercado em eventuais contratações, caso vença o pleito.
Saúde e proximidade com Porto Alegre
Após se recuperar de graves problemas de saúde, Sonda cogita se mudar para Porto Alegre para ficar mais perto do clube. A mudança o aproximaria ainda mais do dia a dia da entidade. Um convite formal para integrar a chapa do MIG segue em aberto, mas depende sobretudo da disponibilidade dele.
Apesar do peso financeiro que carrega, ele é visto como “alguém que não precisa de cargo”. Essa postura reforça a leitura de que sua influência deve continuar vindo dos bastidores, mesmo que aceite compor formalmente a diretoria eleita.
O valor doado deve entrar nos cofres do Internacional nas próximas horas, ajudando a regularizar salários pendentes com atletas e funcionários. Como forma de agradecimento, a entidade vai enviar a Sonda uma camisa autografada por todo o elenco.



