O Grêmio confirmou em 13 de setembro a saída de Luís Castro, o que elevou para 16 o total de treinadores demitidos no Brasileirão 2026. Mesmo com esse número elevado, oito times ainda não passaram por essa troca: é o caso de Internacional, Palmeiras, Bahia, Bragantino, Athletico-PR, Coritiba, Vitória e Mirassol, que seguem com os treinadores que começaram a temporada.
No Internacional, Paulo Pezzolano segue no cargo mesmo com a cobrança crescente por resultados. Às vésperas da reta final da competição, o clube briga contra o rebaixamento, mas optou por não mexer no comando técnico, apostando que a estabilidade pode ajudar a virar o jogo.O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense comunica oficialmente que o técnico Luís Castro e sua comissão deixam o comando da equipe profissional.
— Grêmio FBPA (@Gremio) 13 de setembro de 2026
O Grêmio agradece aos profissionais pelo trabalho realizado e deseja sucesso na continuidade de suas carreiras.
O Clube informa ainda que,… pic.twitter.com/MOUhZH9FyL
A rotatividade que dominou a Série A
As 16 saídas de treinadores afetaram 12 dos 20 clubes do campeonato, já que São Paulo, Vasco, Botafogo e Chapecoense passaram por duas trocas cada um. A movimentação começou cedo: Jorge Sampaoli deixou o Atlético-MG na terceira rodada, seguido de perto por Fernando Diniz, que caiu no Vasco na mesma rodada.
Juan Carlos Osorio, Filipe Luís e Hernán Crespo também perderam seus postos nas rodadas seguintes. Nas semanas posteriores, o mesmo destino alcançou Tite, Vojvoda, Anselmi, Gilmar Dal Pozzo e Dorival Júnior, além de Roger Machado, Fábio Matias e Renato Gaúcho. Completam a lista Luis Zubeldía, Franclim Carvalho e, mais recentemente, Luís Castro, cuja saída do Grêmio já tem como desdobramento o retorno de Renato Gaúcho ao clube.
Pezzolano resiste sob pressão no Beira-Rio
A situação do Internacional torna a permanência de Pezzolano especialmente relevante. O time enfrenta uma temporada de cobranças intensas por resultados e chegou à reta decisiva lutando diretamente contra o rebaixamento. Mesmo nesse cenário, a direção optou por manter o trabalho do técnico uruguaio.
A decisão contrasta com Grêmio, São Paulo, Vasco e Botafogo, que já fizeram múltiplas trocas para tentar mudar o rumo.
O contraste entre estabilidade e instabilidade
Completam esse grupo de continuidade Abel Ferreira, no Palmeiras; Rogério Ceni, no Bahia; Vagner Mancini, no Bragantino; Odair Hellmann, no Athletico-PR; Fernando Seabra, na Coritiba; Jair Ventura, no Vitória; e Rafael Guanaes, no Mirassol — além do próprio Pezzolano, à frente do Internacional.
A instabilidade que marcou a Série A em 2026 afeta também as finanças do Internacional. O presidente do clube admitiu a possibilidade de novos bloqueios de transferências. E citou uma queda de receitas de 60 a 70 milhões de reais, o que aumenta a pressão sobre o clube.
Apesar disso, a permanência de Pezzolano reafirma a confiança no trabalho como solução para sair da zona de rebaixamento.



