Eduardo Baptista chega a Porto Alegre para comandar o Internacional pela primeira vez, no 14º time de sua carreira como treinador. Depois de quase duas décadas na profissão, o gaúcho volta a um time grande após passagens mais discretas por equipes de menor visibilidade.
O Inter ofereceu contrato até o fim do Brasileirão porque a eleição presidencial, marcada para dezembro, depende da aprovação de futuros candidatos ao cargo. Antes de fechar com Baptista, a diretoria colorada esbarrou em recusas. Luís Zubeldía, por exemplo, não aceitou o convite porque discordou do prazo oferecido.
A trajetória do novo comandante reúne conquistas e saídas antecipadas, com passagens por times de diferentes tamanhos. Antes de chegar a Porto Alegre, Baptista acumulou experiências que ajudam a entender o que o Inter está contratando.
Os primeiros passos no comando do Sport
A carreira de técnico começou em 2014, quando deixou a função de preparador físico para assumir interinamente o Sport. Depois de ser efetivado, conquistou a Copa do Nordeste e o Campeonato Pernambucano naquele mesmo ano.
Em 2015, levou o Sport ao sexto lugar no Brasileirão. Antes disso, havia integrado a comissão técnica do pai. Nelsinho Baptista, quando o Sport conquistou a Copa do Brasil de 2008 — o ex-jogador é ídolo da equipe e também vestiu a camisa do Inter. A segunda passagem pelo Sport, em 2018, durou apenas oito jogos.
Fluminense e Palmeiras: passagens curtas
Depois do bom momento em Pernambuco, Baptista assumiu o Fluminense em setembro de 2015. O técnico deixou o Tricolor das Laranjeiras em fevereiro de 2016, depois de um período instável no clube.
O Palmeiras foi o destino seguinte, no início de 2017, mas Baptista ficou apenas quatro meses no clube. Apesar do aproveitamento de 67% nos jogos que dirigiu, a perda do título paulista para o Corinthians e a atuação discreta na Libertadores aceleraram sua saída de São Paulo.
Estabilidade em Novorizontino e Criciúma
O comando do Novorizontino trouxe um período mais longo de trabalho, com duas temporadas à frente da equipe. Baptista conquistou o vice-campeonato da Série A2 em 2023, chegou à semifinal do Paulistão em 2024, quase garantiu o acesso em duas edições da Série B. E levou o time à inédita terceira fase da Copa do Brasil em 2025.
Em 2025, foi contratado pelo Criciúma para afastar a equipe da zona de rebaixamento da Série B. Cumpriu a tarefa com o time na sexta posição e 47 pontos na competição. A boa campanha em Santa Catarina rendeu renovação contratual até o fim de 2027.
Passagens por outros times do futebol brasileiro
Baptista também dirigiu Ponte Preta, Athletico Paranaense, Coritiba, Vila Nova, CSA, Mirassol, Remo, Juventude e Atlético-GO. A lista reúne trabalhos em equipes de diferentes tamanhos e realidades competitivas.
Na atual temporada, ele era o segundo treinador mais longevo entre os times da Série B e o sexto considerando as Séries A e B somadas. A passagem por Santa Catarina terminou com a eliminação para a Chapecoense nas semifinais do Campeonato Catarinense. Na Série B, a equipe ficou na sexta posição, com 47 pontos.
No Inter, Baptista terá de evitar o segundo rebaixamento da história do clube. O trabalho em Porto Alegre testará a experiência acumulada em quase vinte anos de profissão.



