Criado nas ruas da Restinga, na zona Sul de Porto Alegre, o atacante do Barcelona nunca atuou profissionalmente pelo Inter, seu time do coração desde a infância.
Mesmo tendo passado pela escolinha colorada ainda menino, sua carreira profissional começou apenas no Avaí, já nas categorias de base, antes de partir para a Europa. Porém, o desejo de um dia vestir o manto vermelho do Beira-Rio permanece vivo. Ao conversar com a jornalista Isabela Pagliari, o craque revelou que alimenta esse sonho com intensidade.
O jogador afirmou em 2025 que não tem como dizer que não possui esse sonho. Ele expressou que jogar no Brasil por um ano, seis meses ou dois anos é algo que deseja intensamente.
A identificação com o Colorado desde pequeno, Barcelona e Raphinha
A conexão com o Internacional vem de longe, e quando criança, cresceu admirando ídolos que brilharam no Beira-Rio, como Fernandão, D’Alessandro, Rafael Sóbis, Tinga e Guiñazú. Essa admiração era tão profunda que, nas peladas das ruas da Restinga, pintava o cabelo e fazia luzes para se parecer com seus heróis.
“O Sóbis me identifico principalmente pelo nome, quando eu jogava na rua falava que eu era ele, porque tinha que falar que era um jogador. Então eu pintava o cabelo, fazia luzes”, lembrou em tom de nostalgia. A situação financeira da época impedia que frequentasse o estádio com regularidade, então acompanhava os jogos pela televisão de um vizinho que tinha assinatura.
Até os 12 anos, quase toda a vizinhança onde morou era colorada, e um senhor local o convidava para acompanhar as partidas com refrigerante, pipoca e bolo.
Durante a live na BaldassoTV, um torcedor do Internacional se apresentou dizendo que ele é o.. AVÔ DO RAPHINHA.
— DataFut (@DataFutebol) 22 de janeiro de 2026
Ele disse que o Raphinha prometeu a família que VAI JOGAR NO INTER! 👀🇦🇹
pic.twitter.com/bgB2eE7g4l
O sonho que persiste na carreira europeia
Hoje, como um dos principais nomes do futebol mundial, o atacante reafirmou o desejo específico de atuar no Beira-Rio. A relação entre o jogador e o clube se estreita não apenas pelas declarações públicas, mas também por visitas ao estádio quando retorna ao Brasil. Com D’Alessandro agora na função de diretor esportivo, as conexões se mantêm vivas.
Aos 12 anos, quando deixou Porto Alegre rumo à Europa, levou consigo a paixão pelo Colorado. E embora tenha despontado como um dos pilares da Seleção Brasileira e conquistado espaço nos maiores clubes do continente europeu. O sonho de um dia retornar ao Brasil para atuar pelo seu clube de coração segue sendo uma realidade que ele alimenta com esperança.

