O Internacional pode enfrentar um novo problema fora das quatro linhas durante a atual janela de transferências. O clube corre o risco de ser alvo de um transfer ban imposto pela Fifa caso avance uma ação preparada pelo Dansoman Wise, de Gana, que cobra parcelas em atraso pela negociação do volante Benjamin Arhin. Se a punição for aplicada, o Colorado poderá ficar impedido de registrar novos jogadores até a regularização da pendência.
De acordo com a reclamação do clube ganês, o Internacional deixou de quitar quatro parcelas referentes à compra definitiva de 50% dos direitos econômicos do meio-campista. O acordo foi fechado em fevereiro do ano passado por 140 mil euros, valor que correspondia a aproximadamente R$ 800 mil na cotação da época. Segundo informações divulgadas pelo ge, a dívida atualmente gira em torno de 70 mil euros, cerca de R$ 400 mil.
Pelo contrato firmado entre as partes, o pagamento seria realizado em oito prestações de 17,5 mil euros. No entanto, o Dansoman Wise afirma ter recebido apenas a primeira parcela, com vencimento em abril de 2025. As demais, previstas para junho e outubro de 2025, além de fevereiro e junho de 2026, estariam em aberto.
Sem conseguir solucionar o impasse de forma amigável, a diretoria do clube africano decidiu recorrer à Fifa. Para conduzir o processo, contratou o advogado Leonardo Winck, responsável por preparar a documentação que poderá ser encaminhada à entidade máxima do futebol nos próximos dias.
Ainda conforme a versão apresentada pelo Dansoman Wise, foram feitas diversas tentativas de contato com a direção do Internacional para buscar um acordo, mas não houve retorno. Diante da ausência de resposta, o clube optou por seguir com as medidas legais para cobrar não apenas as parcelas vencidas, mas também os valores previstos no restante do contrato.
O Internacional, por sua vez, contestou a versão do clube ganês e informou que não recebeu qualquer notificação oficial sobre o caso. Enquanto a ação ainda não foi protocolada na Fifa, existe a possibilidade de um entendimento entre as partes, o que evitaria a abertura do processo e uma eventual punição esportiva.



