Dez torcedores do Inter foram denunciados por tentativa de homicídio qualificada após espancarem um torcedor rival em março de 2026. A juíza Cristiane Busatto Zardo, da 3ª Vara do Júri da Comarca de Porto Alegre, formalizou a acusação na quinta-feira (3), abrindo caminho para o julgamento dos suspeitos.
O crime aconteceu no dia 8 de março, no bairro Costa e Silva, em Porto Alegre, poucas horas antes do segundo jogo da final do Gauchão entre os dois clubes. A vítima, integrante da Torcida Geral do Grêmio, foi atacada por pelo menos 17 agressores em um confronto entre torcedores que deixou o gremista em coma por 21 dias.
Detalhes do ataque
De acordo com a acusação, a vítima foi perseguida pelos torcedores do Inter e alcançada na rua Terezinha Turcato. O gremista recebeu golpes durante cerca de dois minutos, sem qualquer possibilidade de defesa, principalmente na região da cabeça. Os agressores usaram socos, chutes e pedaços de madeira.
A polícia considerou graves as lesões. O torcedor sofreu fratura exposta na perna esquerda e traumatismo craniano severo, com perda de massa óssea. Ele já passou por três intervenções cirúrgicas, continua com limitações físicas e ainda deve passar por outros procedimentos para reconstruir o crânio.
Operação e outras acusações
A Operação Lance Fatal, deflagrada em 13 de agosto, prendeu 12 pessoas ligadas ao caso. Dez delas são torcedores do Inter suspeitos de participação direta no espancamento. No total, 15 pessoas foram denunciadas pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.
Além de tentativa de homicídio, o grupo responde por participação em briga de torcidas, associação criminosa e corrupção de menor. Os suspeitos também estão sendo investigados por roubo, após levarem os tênis, roupas e documentos da vítima, e por crime previsto na Lei Geral do Esporte.



