Líderes das torcidas organizadas do Internacional selaram, na quarta-feira, um acordo com dirigentes. E a comissão técnica para suspender os protestos até o confronto contra a Chapecoense, no sábado, em troca de uma reação imediata em campo. A promessa é de maior entrega do elenco e correção de erros básicos no jogo, segundo relatos da reunião no CT Parque Gigante.
Na 18ª posição, com 25 pontos, o Colorado está na zona de rebaixamento. Um novo tropeço pode aprofundar a crise, colocar Paulo Pezzolano em situação ainda mais delicada e ampliar as cobranças contra a diretoria e o elenco.
O acordo e a ameaça explícita
A reunião envolveu lideranças das torcidas, o executivo de futebol Fabinho Soldado, o diretor técnico Abel Braga e todo o elenco. O goleiro Rochet, que se recupera de cirurgia na coluna, também participou do encontro. Os torcedores cobram uma mudança no desempenho e ouviram promessas de empenho, maior dedicação em campo e correção de fundamentos básicos.
O acordo contém um aviso explícito: se o desempenho não mudar na próxima partida, as manifestações retornarão com força. Segundo o GE, os torcedores deixaram claro que estarão no CT todos os dias, com bombas, foguetes e até possível invasão das dependências, caso não haja mudança.
A ameaça funciona como pressão adicional sobre o elenco e comissão técnica, deixando claro que a trégua é temporária e condicional.
Chapecoense como teste decisivo
O confronto contra a Chapecoense, lanterna do Brasileirão, será disputado no sábado, às 17h (de Brasília), na Arena Condá. O Inter precisa de pelo menos duas rodadas para sair da zona de rebaixamento, e uma vitória contra um adversário direto na luta contra o Z-4 pode aliviar parte da tensão.
Uma nova derrota tornaria a situação do técnico praticamente insustentável, além de ampliar a pressão sobre comissão técnica e diretoria.
Crise política paralela
Em paralelo aos problemas em campo, o clube discute seu futuro político. Na segunda-feira, Alessandro Barcellos reuniu-se com pré-candidatos à presidência (José Amarante, Leonardo Aquino e Roberto Melo), além de representantes da gestão e conselheiros. O encontro abordou a situação política, financeira do Internacional e a possibilidade de criar uma vice-presidência de futebol.
Roberto Siegmann, que ocupou a função de vice de futebol em 2011 e já disputou a presidência do clube, teve o nome sugerido para o cargo. Até o momento, porém, nenhuma decisão foi anunciada oficialmente. A crise institucional soma-se à pressão do mau desempenho, criando um cenário de instabilidade que o jogo de sábado pode agravar ou amenizar.



