Cumprida a suspensão, Paulo Pezzolano retorna ao banco de reservas do Inter neste sábado, diante da Chapecoense. No retrospecto do treinador uruguaio ao longo de 26 rodadas do Brasileirão, chama atenção um número: são seis cartões amarelos recebidos, contra apenas cinco vitórias conquistadas pelo time no período.
Somando toda a temporada, já são dez advertências ao uruguaio, todas amarelas — atrás apenas de Abel Ferreira, do Palmeiras, dono de treze punições, três delas vermelhas. Fica evidente o contraste entre a quantidade de cartões acumulados pelo treinador e os resultados conquistados pelo Inter.Pontos-chave
A sequência de fracassos no Brasileirão
A sequência de dez jogos sem vitória intensifica a crise do Inter. Foram seis derrotas ao longo dessas dez rodadas, período que já dura quase quatro meses sem triunfos: a goleada sobre o Vasco da Gama, em 16 de maio, segue sendo o último resultado positivo da equipe no torneio.
Desde então, o único triunfo do Inter veio fora do Brasileirão: contra o Corinthians, no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. O jejum no campeonato também se reflete na posição da equipe na tabela.
Rebaixamento cada vez mais próximo
Com 25 pontos, o Inter aparece na 18ª colocação, dentro da zona de rebaixamento. Uma vitória sobre a lanterna Chapecoense não tira o clube do Z-4, já que o Mirassol, na 16ª posição, tem 28 pontos e sete vitórias — vantagem que dificilmente será revertida em poucas rodadas.
Apesar da pressão dos resultados e do risco iminente de queda, Pezzolano foi mantido no cargo. O vice-presidente Fabinho justificou a permanência pela confiança na motivação demonstrada pelo técnico e pela esperança de reverter o quadro. Segundo ele, o “fato novo” é vencer os próximos jogos.
A declaração, porém, contrasta com os números: cartões que se acumulam e vitórias que faltam.



