Delcir Sonda investiu R$ 20 milhões no Internacional para quitar pendências com os jogadores e alertou sobre o impacto de um rebaixamento para o clube. Em entrevista ao GE, o empresário disse que a queda à Série B custaria mais de R$ 100 milhões em receitas e tornaria a recuperação difícil.
Sonda fez a doação na véspera do confronto contra a Chapecoense. Naquele momento, o Inter acumulava 10 partidas sem vencer e ocupava a zona de rebaixamento. O empresário disse que viu o time naquela situação e temeu que qualquer derrota selasse o destino do clube.
A estratégia funcionou: o Inter venceu a Chapecoense por 2 a 1 na Arena Condá e encerrou o jejum no Brasileirão, mas permaneceu no Z-4.
Críticas à administração do Colorado
Sonda também criticou os seis anos de gestão de Alessandro Barcellos. O empresário apontou falhas administrativas que levaram a dívida do clube para perto de R$ 1 bilhão. Para ele, a administração afeta os resultados esportivos e as finanças do Internacional.
Sonda também destacou o baixo aproveitamento das categorias de base. O empresário disse que o Colorado está distante da meta de vendas de R$ 205 milhões estabelecida para 2026 e não tem jogadores formados internamente em quantidade suficiente no elenco principal. Para ele, isso representa um desperdício estratégico para um clube com o histórico do Internacional.
Roberto Melo, ex-vice-presidente de futebol do Inter e candidato à presidência, intermediou a doação, em mais um movimento da política interna do clube.
Esperança e ceticismo no horizonte
Apesar da vitória, Sonda mantém reservas quanto ao nível técnico do time. Ainda assim, reconhece que as 11 partidas restantes da temporada serão decisivas para evitar o rebaixamento que teme. A doação, portanto, é menos uma solução definitiva que uma ação emergencial para um clube com problemas administrativos e esportivos.



