O Internacional encerrou as negociações para manter o volante ganês Denis Marfo no elenco e confirmou que não irá exercer a opção de compra prevista em contrato. Com o fim do vínculo por empréstimo, o jogador de 20 anos deixará o Beira-Rio e retornará ao MSK Zilina Africa FC, de Gana, após as partes não chegarem a um entendimento sobre sua permanência.
A diretoria colorada tentou encontrar uma solução para continuar contando com o atleta e propôs a renovação do empréstimo sem custos. A oferta, porém, foi rejeitada pelo clube africano, que condicionou qualquer acordo definitivo à aquisição de 50% dos direitos econômicos do volante por aproximadamente R$ 3 milhões. Diante da situação financeira enfrentada pelo Inter, a operação foi considerada inviável e acabou sendo encerrada.
Marfo chegou ao Internacional em março de 2025 para integrar a equipe sub-20. Embora tivesse como posição de origem a função de volante, também atuava como zagueiro quando necessário. Durante sua passagem pelo clube, recebeu poucas oportunidades no elenco principal. Sua única participação oficial aconteceu no Campeonato Gaúcho desta temporada, quando entrou no segundo tempo da vitória por 1 a 0 sobre o Caxias e permaneceu em campo durante 43 minutos.
Mesmo com a saída de Denis Marfo, o Internacional segue investindo em talentos vindos de Gana. O clube renovou recentemente o contrato do volante Benjamin Arhin, considerado uma das principais promessas das categorias de base, estendendo seu vínculo até dezembro de 2030.
A renovação faz parte do planejamento da diretoria para assegurar a permanência de um atleta visto como estratégico para o futuro do clube e também fortalecer sua posição em eventuais negociações no mercado. Antes da ampliação contratual, Benjamin tinha compromisso com o Colorado somente até o fim de 2027.
O jovem ganês ganhou ainda mais prestígio após integrar a equipe campeã do Campeonato Gaúcho Sub-20. O Internacional conquistou o título ao derrotar o Juventude na decisão por pênaltis, e as boas atuações do volante aumentaram a confiança da direção em seu desenvolvimento. Como medida de proteção, o clube estipulou uma multa rescisória de 50 milhões de euros para propostas de clubes do exterior.


