O Internacional corre o risco de conviver por mais tempo com a restrição imposta pela Fifa para o registro de novos jogadores. Em meio a um cenário financeiro pressionado, o clube ainda não trabalha com uma data definida para solucionar a pendência que resultou no transfer ban e recuperar a possibilidade de inscrever reforços.
A punição está relacionada a uma dívida com o Midtjylland, da Dinamarca, referente à contratação do zagueiro Juninho. Embora a janela de transferências esteja próxima do fim e o planejamento para novas contratações esteja praticamente encerrado, a permanência do bloqueio representa mais um problema para a direção, que precisa equilibrar diferentes compromissos financeiros.
O caixa reduzido obriga o Inter a estabelecer prioridades. A manutenção dos salários em dia e o pagamento das despesas necessárias para o funcionamento do clube estão entre as principais preocupações, ao mesmo tempo em que a diretoria busca negociar débitos que poderiam provocar novas medidas da Fifa.
Entre os acordos que exigem atenção está a dívida com o Racing, da Argentina, pela aquisição do atacante Carbonero. O clube gaúcho pretende seguir o calendário definido com os argentinos para evitar que o atraso provoque uma nova cobrança formal.
Também existe uma pendência com o Dansoman Wise, de Gana, relacionada à transferência do volante Benjamin. Inter e clube africano negociam uma alternativa para a quitação dos valores. O prazo para que um entendimento seja alcançado termina em 9 de setembro. Caso não haja acordo, a dívida poderá ser encaminhada à Fifa.
A situação financeira ainda deixa em aberto a possibilidade de outras cobranças surgirem nas próximas semanas. Por isso, além de tentar derrubar o atual bloqueio, a direção trabalha para impedir que novos débitos se transformem em sanções. No Beira-Rio, a prioridade é preservar o pagamento da folha salarial enquanto o clube procura reorganizar o fluxo de caixa e reduzir o passivo.



