Os três alvos do Inter para Executivo de Futebol
Divulgação / Goiás A saída de André Mazzuco do departamento de futebol abriu uma lacuna estratégica no organograma do Internacional e acelerou os movimentos nos bastidores do Beira-Rio. Em meio a um processo declarado de reestruturação financeira e esportiva, a direção colorada trata a escolha do novo diretor executivo como prioridade absoluta para o planejamento de 2026. O nome que assumir o cargo terá papel central na montagem do elenco, na condução do mercado e na adequação do futebol à realidade orçamentária do clube.
Até o momento, três nomes aparecem como os mais cogitados internamente e representam perfis bastante distintos, o que evidencia o debate em curso dentro do Inter sobre qual caminho seguir.
O primeiro deles é Fabinho Soldado, atualmente no Corinthians. Ex-jogador do Internacional, Fabinho fez parte de um dos períodos mais vitoriosos da história do clube, sendo campeão da Libertadores e do Mundial em 2006. Após encerrar a carreira, migrou para a gestão e construiu reputação no mercado como executivo de futebol. Seu nome agrada por unir conhecimento técnico, vivência de vestiário e identificação com o Inter. O principal obstáculo, no entanto, é sua situação contratual com o Corinthians, além da concorrência de outros clubes atentos ao seu trabalho.
Outro nome monitorado é Alex Brasil, executivo com carreira construída majoritariamente fora do eixo dos grandes clubes. Ele já atuou em equipes como Paraná, Criciúma, Paysandu e Portimonense, de Portugal, além de ter passado recentemente pelo Corinthians, onde ficou cerca de um ano. Alex é visto como um profissional com perfil mais técnico e analítico, com experiência em mercados alternativos e montagem de elencos com orçamento mais restrito — algo que vai ao encontro do discurso atual da presidência de Alessandro Barcellos sobre criatividade e austeridade.
Completa a lista Harlei Menezes, ídolo histórico do Goiás e atualmente no Santa Cruz. Harlei fez a transição de forma consistente do campo para a gestão, assumindo o cargo de executivo no clube goiano antes de aceitar o desafio no futebol pernambucano. Seu perfil é associado à liderança, organização de processos e forte ligação com categorias de base, pontos considerados importantes dentro do atual momento do Internacional.
A definição do novo diretor executivo não será apenas uma escolha de currículo, mas de projeto. O Inter vive um momento de contenção de gastos, busca credibilidade no mercado e precisa alinhar futebol competitivo com responsabilidade financeira. Quem assumir terá que lidar com um elenco em reformulação, possíveis saídas relevantes e uma torcida exigente após temporadas frustrantes.
A expectativa é que a decisão avance nos próximos dias, já que a reapresentação do elenco se aproxima e o clube não quer iniciar 2026 sem um comando executivo definido no futebol. A disputa está aberta — e a escolha pode definir os rumos do Inter nos próximos anos.