A saída de Paulo Pezzolano após a derrota para o São Paulo no sábado marca o décimo técnico sob o comando de Alessandro Barcellos. Em seis anos de gestão, o Internacional passou por dez treinadores diferentes, o que resulta em uma média de 1,8 profissional por ano — praticamente dois a cada temporada.
O ciclo de demissões é ainda mais notável quando se observa que nenhum desses treinadores conseguiu iniciar e encerrar uma temporada completa no cargo entre 2021 e 2026. A instabilidade técnica marca profundamente esse período colorado.
Os nomes: sete estrangeiros e três Brasileiros
Dos dez técnicos que dirigiram o clube no período, sete são estrangeiros e apenas três brasileiros. Entre os nacionais, Mano Menezes lidera em permanência e desempenho: comandou o Inter por 454 dias com 85 jogos, conquistando 61% de aproveitamento — o melhor índice de toda a gestão Barcellos.
Na outra ponta, a Dupla Ramón e Emiliano Díaz registrou o pior desempenho: 35,9% de aproveitamento durante uma passagem que não deixou boas memórias na torcida. Abrel Braga, por sua vez, teve a passagem mais breve: apenas dois jogos em Dezembro de 2025, quando conquistou 50% de aproveitamento.
O desempenho de cada técnico
Miguel Ángel Ramírez iniciou o período em Março de 2021 com 54% de aproveitamento em 21 jogos. Diego Aguirre, que o sucedeu em Junho, dirigiu 35 partidas com aproveitamento de 43%, enquanto Alexander Medina passou por 17 jogos com 47% de eficiência.
Eduardo Coudet acumulou 65 jogos com 57,4% de aproveitamento entre Julho de 2023 e Julho de 2024. Roger Machado, posterior a ele, conduziu 73 partidas com 55% entre Julho de 2024 e Setembro de 2025, antes da chegada de Pezzolano, que deixa o clube com 46 jogos e 47,8% de aproveitamento entre Dezembro de 2025 e Setembro de 2026.



