Os números de Paulo Pezzolano pelo Inter
Paulo Pezzolano saiu do comando do Sport Club Internacional no domingo (20). A decisão veio após a derrota para o São Paulo no sábado anterior, que…
Reprodução / Internacional Paulo Pezzolano saiu do comando do Sport Club Internacional no domingo (20). A decisão veio após a derrota para o São Paulo no sábado anterior, que aprofundou a crise do Colorado na tabela do Brasileirão.
O time ocupava a antepenúltima posição com 28 pontos em 28 rodadas disputadas, refletindo uma temporada de altos e baixos que começou sob contestação desde a perda do Campeonato Gaúcho. Pablo Fernandez, auxiliar permanente, assumiu as atividades seguintes no CT Parque Gigante.
Trajetória marcada por instabilidade
Contratado para 2026, Pezzolano atravessava oscilações constantes desde o início. A boa campanha na Copa do Brasil, quando eliminou o Corinthians, temporariamente acalmou a pressão e as vaias da torcida, gerando expectativas de estabilização no comando técnico.
O cenário mudou radicalmente quando a equipe entrou na zona de rebaixamento após dez jogos sem vitória e caiu da Copa do Brasil diante do Grêmio. A sequência negativa culminou com o revés frente ao São Paulo, catalisando a mudança na comissão técnica.
Números e desempenho
Em 46 jogos comandando o Inter — incluindo partidas pelo Gauchão, Brasileirão, Copa do Brasil e Recopa Gaúcha — o uruguaio registrou 18 vitórias, 12 empates e 16 derrotas. O aproveitamento ficou em 47,8%, refletindo um rendimento que não sustentou a confiança nem do torcedor nem da diretoria.
A comissão técnica saiu junto com Pezzolano: o coordenador técnico Matias Filippini. Os auxiliares Esteban Conde e Mauro Jarodich, além do preparador físico Gonzalo Alvarez e do analista de desempenho Manuel Ramas deixaram suas funções no clube. O ataque marcou 63 gols, enquanto a defesa sofreu 55.
Décimo técnico da gestão Barcellos
Com a saída de Pezzolano, o presidente Alessandro Barcellos — que assumiu em 2021 — terá seu décimo treinador. Antes do uruguaio, a gestão passou por Abel Braga em duas oportunidades, Miguel Ángel Ramírez, Diego Aguirre, Cacique Medina, Mano Menezes, Eduardo Coudet, Roger Machado e Ramón Díaz.
A sequência de mudanças na comissão técnica reflete um padrão de instabilidade que marcou o período sob comando do dirigente, evidenciando dificuldades em encontrar uma solução técnica duradoura para o projeto Colorado.